O
governo brasileiro tem questionado a atuação
estadunidense no auxílio às vítimas do terremoto
que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro, uma
vez que as tropas brasileiras estão à frete da
missão de paz da ONU. O jornal Folha de São
Paulo na edição veiculada domingo, dia 17,
trouxe em seu editorial uma matéria denominada
Rottweiler sem dentes, questionando
exatamente a atitude egocêntrica do governo
tupiniquim.
Sem
embargos, é louvável os esforços despendidos
pelos oficiais brasileiros em missão na ilha
caribenha, porém, há que se dar o braço a torcer
que a logística americana e a credibilidade que
os ianques possuem em reconstrução de áreas
devastadas por acidentes naturais é
infinitamente maior do que a do Brasil.
Analisando
a história, vê-se que os Estados Unidos lutaram
praticamente todas as guerras fora de seu
território e, portanto, possuem know-how
para administrar e coordenar o auxílio tão
esperado pelo povo haitiano.
Como
diz o ditado, os cães ladram e a caravana
passa e assim continua ocorrendo, o Brasil,
legalmente, está à frente da missão de paz da
ONU no Haiti e os Estados Unidos, de fato, estão
reorganizando o país devastado.
O
fato é, seja o Brasil, os Estados Unidos ou
qualquer outro país que colabore com a
reconstrução, a população haitiana agradecerá
imensamente, pois, o povo desgraçado necessita
de ajuda e não de atitudes soberbas que tentam
impor à força uma força que o Brasil não possui.