Prêmio
a lutadores pela causa coletiva
Ocorreu no dia 24
de agosto, no Salão Nobre do
Palácio Anchieta, em Vitória, a
entrega do Prêmio Dom Luís
Gonzaga Fernandes, em sua sétima
edição.
Merece parabéns o
Governador do Espírito Santo por
incorporar o Prêmio Dom Luís ao
calendário cívico do Estado.
Promovendo o episódio festivo no
primeiro ano do seu mandato, o
Governador demonstra o propósito
de assegurar ao Prêmio o sentido
de permanência. Com essa decisão,
a Administração de Renato
Casagrande cria um fato político:
nenhum Governo futuro suprimirá
a efeméride, inclusive porque
centenas de pessoas comparecem
todo ano ao Palácio Anchieta
para prestigiar a solenidade,
como ocorreu neste ano. O Prêmio
D. Luís Fernandes tem a marca do
apoio popular. Casagrande, não
apenas mantendo o prêmio, mas
celebrando-o com solenidade e
grandeza, demonstra sua sintonia
com os novos tempos de Brasil
cidadão.
O insight para
criar este prêmio brotou na
inteligência e no coracão do
Padre Alberto Fontana, que logo
teve o apoio de outras pessoas
para essa ideia magistral.
Recebendo a sugestão, o
ex-Governador Paulo Hartung
aprovou-a com entusiasmo.
Dom Luís Gonzaga
Fernandes foi Bispo Auxiliar da
Arquidiocese de Vitória. Exerceu
seu pastoreio ao lado de Dom
João Baptista da Mota e
Albuquerque, Arcebispo
Metropolitano. Embora Dom João
tivesse o título de Arcebispo e
Dom Luís fosse Bispo auxiliar,
essas denominações não traduzem
dependência ou hierarquia. Bispo
é Bispo e até o Papa define-se
como Bispo de Roma.
Dom João Baptista
é nome de Praça e é nome de
Escola, homenagens ainda
insuficientes se considerarmos
tudo que fez pelo Estado. Mas o
tributo prestado a ele está em
bom tamanho – uma praça e uma
escola –, já que Dom João não
exerceu uma dessas profissões
que colocam a pessoa perto das
estrelas, quando elas colocam o
prestígio do estrelato a serviço
da manutenção do stablishment.
Dom João foi bispo, e mais sério
ainda, bispo comprometido com a
transformação do mundo, a
denúncia da injustiça, adepto da
Teologia da Libertação. Dom Luís
Fernandes, seguidor da mesma
linha profética, nem mesmo nome
de rua ou de escola teve. Só a
criação do Prêmio Dom Luís
resgatou sua memória, o que
valoriza ainda mais a iniciativa
da criação.
Neste ano o
Prêmio Dom Luis Gonzaga
Fernandes foi conferido a uma
personalidade e a quatro
instituições, a saber: 1-
Elizete Sherring Siqueira,
ambientalista (in memoriam); 2 -
Instituto João XXIII (criação de
corais infantis em bairros
pobres); 3 - Conselho Nacional
da Reserva da Biosfera da Mata
Atlântica (ambientalismo); 4 -
Inspetoria São João Bosco -
Centro Salesiano do Adolescente
Trabalhador (educação gratuita
de crianças e adolescentes
pobres, dentro da tradição
salesiana de Dom Bosco); 5 -
Programa de Valorização da
Juventude Rural, da Secretaria
de Agricultura do Espírito Santo
(programas educativos e sociais
destinados a jovens do mundo
rural).
João Baptista
Herkenhoff é professor da
Faculdade Estácio de Sá de
Vitória e escritor. Autor do
livro Dilemas de um juiz – a
aventura obrigatória (Editora GZ,
Rio de Janeiro). E-mail:
jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage:
www.jbherkenhoff.com.br
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