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EDITORIAL
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É preciso cuidado ao julgar ações contra jornais
[Editorial do jornal
O Estado de S. Paulo,
publicado em (27/6)]
O Brasil continua sendo o país onde mais se processam
jornalistas no mundo inteiro. Realizado pelo site
Consultor Jurídico e divulgado durante encontro
internacional promovido pela Associação Brasileira de
Jornalismo Investigativo, o último levantamento do setor
mostra que os cinco maiores grupos de comunicação no
País empregavam 3.327 jornalistas, em 2007, e respondiam
a 3.133 processos judiciais por danos morais e
materiais. Além disso, enquanto o salário-base da
categoria era de R$ 2.205, sem aumento real nos últimos
quatro anos, o valor médio das sanções pecuniárias
aplicadas pelos tribunais aumentou quatro vezes no
período, passando de R$ 20 mil, em 2003, para R$ 80 mil.
E em um ano e meio a situação se agravou atingindo
especialmente os pequenos jornais publicados nas
capitais dos pequenos Estados e no interior das grandes
unidades da Federação. Segundo o Consultor Jurídico, um
terço dos periódicos de circulação diária, semanal e
quinzenal filiados à Associação dos Jornais do Interior
de São Paulo responde a algum tipo de processo na
Justiça.
E boa parte dessas ações tem objetivo intimidatório.
Elas são impetradas por políticos e autoridades que usam
os tribunais para tentar cercear a liberdade de
expressão dos jornais que circulam em suas bases
eleitorais. É esse, por exemplo, o caso do jornal A
Cidade, de Adamantina - uma cidade de 35 mil habitantes
situada no noroeste do Estado de São Paulo. A publicação
está sendo processada por ter reproduzido uma crítica
feita ao prefeito da cidade por uma vereadora de
oposição, durante a campanha eleitoral de 2008. Em vez
de acionar a parlamentar, o prefeito decidiu processar o
periódico, pedindo uma indenização de 200 salários
mínimos - o equivalente a R$ 93 mil - por danos morais.
Com um faturamento mensal de R$ 6 mil, o jornal terá de
fechar, se for condenado pela Justiça. A audiência está
marcada para setembro. Segundo o editor de A Cidade,
Rubens Galdino, seria esse o verdadeiro objetivo do
prefeito, que nem sequer pediu direito de resposta
depois da publicação da crítica da vereadora.
Outra pequena publicação do interior que também está com
sua sobrevivência ameaçada é o jornal Integração, de
Tatuí - uma cidade de 103 mil habitantes, distante 130
quilômetros da capital. Por ter noticiado uma moção de
repúdio apresentada por um vereador contra o conselho
diretor da Associação dos Amigos do conservatório local,
que extinguiu o cargo de diretor artístico da entidade e
demitiu o maestro que o ocupava, o periódico responde a
um processo por danos morais. O valor da indenização
pleiteada pela associação equivale a 70% da receita
mensal do jornal, que é de R$ 25 mil.
Um dos casos mais antigos é o do jornal Debate, de Santa
Cruz do Rio Pardo - uma cidade de 42,5 mil habitantes
localizada próximo a Ourinhos, na região sudoeste do
Estado. O periódico foi acionado por ter noticiado que o
juiz da comarca morava numa casa cujo aluguel era pago
pela prefeitura e ainda usufruía de um telefone público
em sua residência, o que é ilegal. Pouco após a
publicação da reportagem, o Tribunal de Contas do Estado
(TCE) determinou a suspensão do pagamento do aluguel e a
devolução do telefone, o que levou o magistrado a entrar
com um processo por danos morais contra a publicação. A
ação já foi decidida no mérito, contra o jornal, e não
pode mais ser objeto de recurso. O processo agora está
na fase de execução e as partes agora divergem sobre o
cálculo da indenização, que foi fixada em R$ 593 mil.
Por não dispor de patrimônio para garantir o pagamento,
o jornal fechará as portas, se esse valor for mantido.
A existência de jornais é essencial para o exercício do
direito dos cidadãos à informação. Nas pequenas e médias
cidades, as publicações locais são fundamentais para a
vida comunitária e ajudam a estabelecer os canais de
comunicação que garantem o pluralismo cultural e
ideológico. É por isso que os tribunais precisam ser
cuidadosos ao julgar as ações impetradas com óbvios fins
intimidatórios contra os pequenos jornais do interior.
Se não souber separar o joio do trigo, aplicando penas
pecuniárias que levam ao fechamento dessas publicações,
a Justiça poderá comprometer liberdades públicas que tem
o dever de preservar e garantir. (Fonte Conjur) |
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Os Outros Lados
Nem só de coletivas de
imprensa e coquetéis vive a notícia. Não é fácil receber
um dolorido puxão de orelha, mas é importante para que
se tenha, sempre em mente, o verdadeiro foco do que
precisa ser reportado à população. Um leitor reclamou do
que teria levado este jornal, antes tão combativo, a
serenar seus ânimos perante o “neo-barchetismo”. A
pergunta ressoou – e ressoa – como um tapa, daqueles
sonoros e que deixam uma marca vermelha na bochecha.
Adesismo? Deslumbre com o poder? Ou leniência? A
resposta não é fácil e, como qualquer ferida, dói sempre
mais na gente. Por um lado, o descalabro deixado na
administração pelo ex-prefeito Joselyr Silvestre deixou
todos na expectativa de que as coisas melhorassem. E as
medidas do chamado “choque de gestão” de Barchetti
vieram ao encontro de quem esperava uma recuperação do
que é certo, correto e bom para a cidade. Não vou aqui
elencar as tais medidas para não parecer um defensor
barato do atual governo, mas elas ocorreram – e estão
sendo importantes para a cidade.
Mas, e está tudo bem? Não, não está. Para se segurar na
Prefeitura frente a uma precária liminar judicial,
Barchetti aparelhou o governo com elementos da gestão
anterior e mesclou acordos partidários e políticos no
afã de reduzir a pressão sobre sua cadeira. Discutível,
no mínimo. E, esperto, loteou fatias do Executivo junto
a vários vereadores, granjeando imediata simpatia de
significativa parcela do Legislativo. E assim semeou o
caminho para tocar sua administração.
E com relação à imprensa? Fez o que manda a cartilha do
bom político. Abriu as portas, ouve, atende, e em muitos
casos, mata a notícia no ninho, resolvendo os problemas
antes que eles ganhem as páginas dos jornais. Ele também
paga em dia o funcionalismo, acenou com possibilidade de
aumento e acertou os repasses. Ou seja, não dá pra
comparar em nada com o antecessor. Que, pra piorar, além
do gênio difícil, era louco pra derrubar uma árvore...
Mas está tudo certo? Não, infelizmente não. Alguns
setores mostram que falta um projeto mais consistente a
Barchetti. O leitor que citei no começo desse texto
alertou a respeito da miopia deste órgão de imprensa
quanto a alguns problemas que estão à vista de todos,
mas que não aparecem na mídia. E aí vai a lista: as
escolinhas esportivas, várias, ainda não saíram do
papel. Equipes esportivas que representam a cidade em
suas modalidades esportivas não recebem material de
treinamento. Instalações esportivas deficitárias, como o
Ginásio Tico do Manolo e o Campo do Fluminense, que
necessitam urgentemente de melhorias. Isso sem falar de
pessoas contratadas de forma política para atuar no
setor, mas que não têm afinidade com o meio esportivo.
Além disso, algumas pessoas que são indicação política
recebem mais do que treinadores e técnicos com
reconhecida capacidade.
São críticas? Talvez. Mas são muito mais no intuito de
fazer com que o atual governo abra os olhos para essas
situações e busquem ações efetivas no sentido de
corrigir tais distorções. O leitor que me puxou a orelha
diz que não dispensa um jogo de malha, nem um
futebolzinho de final de semana. E me disse que, se o
atual prefeito procurar resolver esses problemas, vai
praticar seus esportes com mais prazer. De nossa parte,
estamos na torcida.
Alexandre Taniguchi
Jornalista editor do Jornal A
Comarca Regional |
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Devastação
no Horto é ignorada pela classe política
O que vem chamando a atenção dos formadores de opinião
da cidade, é a ignorância sobre a devastação do Horto
Florestal, por parte da classe política, que frente a
uma situação delicada dessa, não comenta e até alguns
fogem de falar sobre.
Recentemente o jornalista Wilson Ogunhê em uma coletiva
do prefeito Rogélio Barcheti, perguntou porque a atual
administração não tomava conhecimento da devastação que
estava ocorrendo no Horto florestal.
O prefeito Rogélio Barcheti preferiu explicar que ali
era uma área administrada pelo governo do estado e que
iria levar o fato ao conhecimento da Secretaria de Meio
Ambiente do Estado de São Paulo.
O que leva uma boa parte da população avareense a se
desinteressar pela luta de uma causa nobre, é pelo fato
de tudo ser levado pelo cunho político. Lembra um
avareense que, todas as vezes que Joselyr derrubava uma
árvore ele era execrado pela sociedade.
Atualmente, se devasta a proporção de 3 campos de
futebol no Horto Florestal e nem mesmo os políticos se
arvoram em fazer uma defesa, por mais simples que seja.
A omissão política do partido tucano passa a pesar mais
nessa situação. |
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A
omissão do povo avareense pode custar caro |
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Não é de hoje que a
população de Avaré almeja uma política honesta,
respaldada em lei e que a cidade cresça a passos largos,
rumo a um desenvolvimento sustentável e coerente, com
gastos controlados e limitados, sem irregularidades ou
corrupção.
Há necessidade que a
população de Avaré comece a participar efetivamente da
vida política da cidade. A exemplo, ao invés de
construir um prédio novo, porque não fazer uma campanha
para que o cidadão vá à Câmara, pelo menos para lotar os
pouquíssimos lugares que tem?
O que se observa é
que os políticos de Avaré tendem a aproveitar da omissão
dos avareenses, fazendo disso uma bandeira apenas para
chegar novamente ao poder, como se tivesse realmente
defendendo os interesses do povo.
Avaré passa por
situações inexplicáveis no que diz respeito à política.
Em certos acontecimentos, que deveriam ter a
participação de entidades filantrópicas, como a
Maçonaria e clubes de serviços, assiste-se a um silêncio
absurdo.
Descobriu-se que em
Avaré, certos fatos políticos que, em outras cidades, se
transformam em notícia em canais de televisão, passam
como coisa natural, como se o avareense tivesse que
conviver com esse tipo de irregularidade, por se tratar
de determinado político e que o mesmo estaria gozando de
privilégios em todas as esferas.
O povo de Avaré e
suas entidades supostamente representativas parecem
estar se acostumando com tudo que acontece politicamente
na cidade. São denúncias que não dão em nada, muitas
vezes por não serem verdadeiras.
São acontecimentos
que deixam qualquer pessoa das cidades vizinhas vermelha
de vergonha, se fossem em sua cidade. Para se ter uma
idéia, a Câmara, em um ano, votou contra 9 pareceres
jurídicos solicitados.
Vereadores conseguem
derrubar um parecer jurídico, transformando o errado em
certo, como se a Câmara pudesse mudar artigos, projetos
e leis, através de uma simples votação e, ainda por
cima, colocando no ridículo os advogados da Casa.
O certo é que se o
povo de Avaré e suas instituições representativas
continuarem apenas discutindo certos assuntos e não
levantarem bandeira para sair da omissão e partirem para
o debate, tenha a certeza de que não será só o prédio
faraônico da Câmara e nem só o boiódromo, mas inúmeros
outros disparates políticos estarão acontecendo. |
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Um Verdadeiro Jogo De
Xadrez |
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O embate entre Dr.
Miguel Paulucci e Joselyr Silvestre com vistas a assumir
a condição de prefeito de Avaré não deixa de ser um jogo
de xadrez, onde a habilidade política deverá estar
latente e cheia de truques.
No mundo do jogo de
xadrez, nem sempre o melhor vence e nem sempre o pior
perde. Essa premissa é antiga e a filme dessa natureza
já assistimos em outras épocas, quando se esperava que o
forte ganhasse e venceu o fraco.
É por estas
circunstâncias que lembramos o dito popular “a corda
arrebenta do lado mais fraco”. Num recente passado,
Joselyr que era tido como vedete da campanha foi
nocauteado por Wagner Bruno.
Em outro momento,
foi a vez de Joselyr vencer Wagner Bruno. E não poderia
ser diferente. Naquele jogo de xadrez, Joselyr preferiu
deixar de lado a rainha e o rei e utilizou os cavalos
para ganhar as eleições.
Para o embate que
se aproxima, chegará à vitória aquele que não desdenhar
a capacidade de memória do eleitorado de Avaré, que
conhece os percalços de seus bairros e que não cairá
mais naquela velha história de mudança.
Quem assiste com
isenção a esse início de campanha, entende que o
desespero começa a tomar conta de alguns candidatos a
vereador, os quais, para que tenham votos, necessitam de
um candidato majoritário forte.
Com essa visão, um
vagão de ignorância começa a tomar conta de alguns que
estão se perdendo e mostrando realmente o que querem do
poder.
Nessa hora, o
timoneiro começa a ver os ratos fugindo do porão, quando
o barco ameaça a se afundar. E não é prerrogativa só de
um lado não. É de ambos. Ninguém quer perder a eleição
por nada do mundo.
Conferem os
entendidos que apenas três ficarão com suas cadeiras, as
demais serão preenchidas por novos candidatos. E olha
que existem excelentes candidatos. |
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Ele faz o que bem entende
e entende do que faz |
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Conhecido
popularmente por seus rompantes e deslizes, o prefeito
de Avaré, Joselyr Benedito Silvestre, continua se
mostrando um político de dar inveja aos coronéis
nordestinos, aqueles acostumados a fazer o que bem
entendem.
E ele tem boas
razões para agir dessa maneira, pois vem sendo abençoado
pela inoperância e omissão de seus inimigos políticos,
que se resumem a uma meia dúzia, os quais mais falam do
agem.
Joselyr chegou de
mansinho e foi conhecendo o terreno, cativou alguns
importantes companheiros que até hoje estão com ele e,
depois de demarcar terreno, como um leão feroz tomou
conta do pedaço e não quer mais sair.
Hoje, utilizando-se
de uma das armas mais importantes que tem, Joselyr, lá
de vez em quando, dá uma entrevista no programa do
Rípoli, o que equivale a ter visitado cinqüenta por
cento de seu eleitorado.
O que muita gente
não consegue entender é como ele não perde popularidade
quando comete atos supostamente irregulares que, em sua
visão, são para ajudar a população, como trocar uma
escola por uma rua.
Numa circunstância
dessas, os desafetos políticos se limitam a incentivar
as mães a reclamar e denunciar, levando o problema para
a imprensa, mas na realidade não resolvendo como
deveriam o problema, apenas tirando proveito da
situação.
Sempre foi assim e
parece que sempre será. O prefeito continua fazendo o
que bem entende e do que entende bem, sem uma reação
consistente da oposição; a opinião pública observa que o
prefeito já prevê quais serão as reações e, por isso,
faz o que bem entende. |
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A verdadeira função
de um vereador |
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Talvez porque não
existem reciclagens de conhecimento participativo de
vereadores, alguns desses chegam mesmo a não saber,
definitivamente, quais seriam as funções reais de um
vereador.
Muito dos vereadores
que hoje conhecemos, passam a ter uma idéia de que a
Câmara é apenas um tribunal, que existe para deliberar,
debater e aprovar leis, em uma democracia
representativa.
As atitudes
partidárias de vereadores, em votar o que seu líder
quer, por ser uma bancada de situação, não quer dizer
que estejam votando certo.
Votos equivocados
apenas para agradar a sua bancada ou ao prefeito que
sustenta, muitas vezes colocam em cheque as decisões de
alguns vereadores, que desconhecem as razões porque ele
estaria ali.
Os poderes de
supervisão e investigação permitem aos vereadores,
independente da bancada, a questionar publicamente um
governante, por atos e decisões e servir de controle
para que uma comunidade siba o que acontece .
Os legisladores
podem apoiar o governo no poder ou podem fazer parte
duma oposição leal que apresenta políticas e programas
alternativos, desde que o assunto seja de interesse da
população, não do governo que alguns representam no
legislativo.
Os legisladores têm a
responsabilidade de articular as suas opiniões da forma
mais eficiente possível. Mas têm que trabalhar dentro da
ética com respeito e colaboração para chegarem a
consensos que beneficiem a comunidade e não ao gosto do
prefeito.
O parlamentar tem que
saber que ele não legisla para o prefeito ou para um
partido político, mas sim para o seu eleitor, aquele que
acreditou que o parlamentar poderia lhe representar na
Câmara.
Por essa razão é
fácil observar porque alguns parlamentares que não
cumpriram o propósíto do povo, muitas vezes não
conseguem se reeleger. Muitos desses vereadores, que
ficaram apenas fazendo vontades do prefeito, deverão
ficar fora do páreo, em virtude dessas atitudes
partidárias, reconhecidas pelo povo.
(mande o seu editorial e expresse as suas idéias neste jornal) |
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Cartões corporativos existia há sete anos |
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O escândalo nacional
envolvendo o uso indevido dos cartões corporativos foi
deflagrado há duas semanas, mas a concessão oferecida
pelo governo não é recente. A distribuição de cartões de
crédito a funcionários do alto escalão do Planalto já é
praticada há sete anos.
Eles deveriam ser
usados por ministros e seus assessores para pagar
despesas imprevistas decorrentes do cargo, além de
servir para que as repartições públicas façam compras
necessárias sem que uma licitação seja aberta para este
fim.
Descobriu-se recentemente, no entanto, que os gastos
feitos em 2007 incluíram despesas em lojas de
instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias,
joalherias e até em free shops.
A farra dos cartões corporativos resultou em mais
desgaste para o governo Lula, levando a Ministra da
Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, a deixar o cargo no
dia 1º de fevereiro e os ministros Orlando Silva
(Esportes) e Altemir Gregolin (Pesca) a explicarem
publicamente seus gastos. Seguranças pessoais da família
do presidente Lula também foram envolvidos no escândalo.
Em coletiva de imprensa na última quarta-feira, o
ministro Jorge Félix, do Gabinete de Segurança
Institucional -- acompanhado da ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rouseff --, defendeu o sigilo das
informações relativas a gastos presidenciais, o que
inclui os cartões corporativos. De acordo com Félix "nas
questões de segurança, quanto menor a transparência,
maior a segurança”.
O governo decidiu anunciar regras mais duras para o uso
do benefício e cogita que os cartões só sejam utilizados
em viagens a trabalho. A investigação dos gastos pagos
com dinheiro público irá contar agora com a criação de
uma CPI -- antes rechaçada pelo governo e agora
incentivada por ele. |
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Já pensou nas próximas eleições ?
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Muitos políticos gostam de mostrar a sua insatisfação
quando estão na oposição.
Dizem que o
“poder” não liga à oposição;
Dizem que o
“poder” não cumpre a lei ao não facultar documentação às
oposições; Dizem
que são tratados como “pessoas com
pessonha”.
Dizem cobras e
lagartos do poder. Claro que nestes momentos, a minha
opinião é sempre a mesma. Denunciem as situações ao
poder institucional ou…demitam-se. Aliás e voltando à
vaca fria (Viagem a Cabo Verde) na época o PS Lagoa
estava a denunciar que o “poder PSD em Lagoa” não lhes
davam documentação. Que impedia que lhes fossem dados
documentos. E não sei que mais. Na época dizia eu a essa
mesma “oposição” que tinham uma boa razão para mostrarem
o seu desagrado, não integrando a “comitiva” que a Cabo
Verde. A verdade vocês sabem qual foi. Foram todos
felizes e contentes. Aliás esta questão de “demitam-se”
remontam às oposições de Silves. Todos diziam mal do
“poder” só que na altura o poder tinha 4 vereadores e o
poder apenas 3. Mas não se demitiam. Lá continuavam, às
4ªs feiras, a dar cobertura ao que segundo eles,
oposição, era mal feito. “Prontes”.
Alguém dirá que estou maluco. Que não senhor… as pessoas
foram eleitas e devem respeitar o compromisso. Eu sou de
opinião contrária. Os vencidos têm direitos. A Lei
dá-lhes direitos. Ora, quando assim não é, isto é,
quando não são garantidos esses direitos só existe uma
via. A sua demissão. Só que ninguém faz isso porque
esperam sempre um “amanhã” em que vão ser poder e….o
feitiço vira-se contra o feiticeiro. E lá voltamos ao
mesmo. Outros a queixarem-se. ( Manoel Amorim) |
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Nepotismo e corrupção: um casal sujo |
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O ano
de 2007 acabou, mas na administração pública o combate
ao nepotismo ficou aquém do desejado. Sacolejado na
estrutura do Poder Judiciário em 2006 pelo Conselho
Nacional de Justiça, na esfera dos municípios porém, ele
campeia solto, como uma praga de difícil controle.
Porque o controle é moral. Na recente Operação Rapina em
que a Polícia Federal prendeu uma dezena de prefeitos e
mais de uma centena de secretários, parentes e
empresários, o nepotismo e a corrupção apareceram de
mãos dadas, formando um “casal” perfeito quando o
assunto é “mamar” nas tetas dos municípios mais
miseráveis do país.
Parece paradoxal, mas o Judiciário, que fez uma limpeza
ética na estrutura dos tribunais superiores e estaduais,
tem sido tolerante para com o que se passa no
Legislativo e Executivo.
Até
os tribunais de contas dos estados ainda não adotaram as
medidas corretivas para acabar com a praga do parentesco
em seus quadros. Os sete conselheiros do Tribunal de
Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), órgão criado
para fiscalizar os gastos do Executivo, empregam filhos,
irmãos e noras em cargos de confiança.
A
maioria dos parentes, mesmo sem concurso público, recebe
por mês cerca de R$ 12 mil líquidos. O vice-presidente é
o campeão de nepotismo: tem cinco filhos na assessoria.
Detalhe: nenhum comparece ao trabalho.
Pior
de tudo é a forma de escolha dos conselheiros, cujo
cargo é vitalício e a indicação, política. Eles gozam
dos mesmos privilégios salariais de um desembargador do
Tribunal de Justiça. A diferença é que, para chegar a
desembargador, o juiz rala dezenas de anos em comarcas
do interior e da capital. Nos TCEs, o conselheiro já
entra direto para o cargo, que é vitalício.
Nenhum passa por concurso ou pertence aos quadros de
carreira dos servidores. No TCE do Maranhão, por
exemplo, são todos parentes ou afilhados de políticos de
coturno alto.
Há
poucos dias, os funcionários do próprio Tribunal
promoveram uma mobilização contra a corrupção, apoiados
por outras entidades e a própria população. Mas é
preciso mobilizar mais para fazer a sociedade cobrar
mais.
Já é
tempo de mudar a Constituição e acabar com os
conselheiros por indicação política. Afinal, são eles o
colegiado responsável pela fiscalização dos outros
poderes. Se os próprios são frutos de uma prática
nepótica, é fácil imaginar por que as contas dos
governos estaduais sempre passam com louvor no TCE.
É
diferente o tratamento dado aos prefeitos municipais. O
pau canta a torto e direito na rejeição de suas
prestações de contas e aplicação de multas, além de
outras penalidades.
Um projeto para acabar com a prática do nepotismo
tramita há 12 anos na Câmara dos Deputados e só agora o
presidente Arlindo Chinaglia promete para o começo deste
ano colocá-lo em pauta.
Pelo
menos a população vai poder acompanhar quem é contra uma
proposta que se constitui numa vassourada no nepotismo,
par perfeito da corrupção. (Colaboração - O
Imparcial) |
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