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É de impressionar o talento de certos políticos de Avaré
que, para se apoderar de uma posição no governo, são
capazes de vender a mãe e entregar. O poder corrói e o
ser humano não percebe. É capaz de fazer bandido aquele
que, até outro dia, não passava de um homem.
Tratam a traição com a maior naturalidade. Passar a
perna em companheiros vira uma coisa trivial, tudo em
nome de uma suposta mudança, que pregam como se fossem
os que vão consertar a cidade.
Por incrível que pareça são os mesmos, as mesmas idéias
de anos atrás, como se fossem dar a volta por cima, com
idéias tão insignificantes que se observa que estão fora
da realidade da administração pública.
São aqueles que acreditam que governando Avaré meio
período, com a mesma turma que já esteve em governo
anteriores, poderão mudar a história da cidade.
Como acreditar nessa gente que esteve lá, colaborou
indiscutivelmente para a suposta rejeição de um
administrador e, no momento em que este se propõe
voltar, coloca-o para escanteio com a maior
naturalidade, como se pudesse atrapalhar o próximo
pleito.
O que se vê em Avaré na atual circunstância é seis
falando mal de meia dúzia, como se na matemática tudo
fosse diferente quando se quer.
O que se assiste em Avaré, atualmente, é um senhor
despreparo de gente que quer o poder, apenas por estar
nele.
Até o atual prefeito de Avaré já foi isentado
publicamente; caso perca as eleições não terá as contas
vasculhadas e nem será processado. O que indica que
ninguém está preocupado com os acontecimentos, mas sim
com o poder em si.
Enquanto a briga fica focada nos meandros da oposição,
onde um fala uma coisa e outro responde, deixam Joselyr
correr por fora, rumo a uma vitória por conseqüência de
desentendimentos que deveriam ser discutidos
internamente.
Dessa maneira, pensando bem, provavelmente o prefeito
Joselyr venha a vencer as próximas eleições com uma boa
margem de diferença, porque certamente o povo não vai
querer trocar seis por meia dúzia. |