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Não basta ser
bonzinho. Tem que mostrar que é bonzinho. Esse é o
requisito maior para aquelas pessoas que acham que ser
uma pessoa boa, honesta e transparente é falar baixo,
ser calma e sorridente.
A vida é muito
dinâmica e, muitas vezes, essas pessoas que acham que,
pela bondade e trabalho que expressam, podem ficar imune
a criticas jornalísticas ou dos formadores de opinião.
O fato mais
destacado da semana foi o episódio da Associação
Comercial com a luta dos diretores em explicar os erros
e acertos de uma campanha, descoberta e confirmação de
um caixa dois da campanha do dia das mães.
Desnecessário foi,
mas o presidente Irany preferiu dar mais ênfase a uma
“roupa suja” que poderia ser lavada em casa, sem a
necessidade de envolver a imprensa e que poderia
salvaguardar nomes de muita gente.
Quem não conhece
Irany Lamar de Oliveira, um homem que sempre foi
responsável por seus atos, uma pessoa dedicada ao
trabalho, à família e grande colaborador das entidades
de filantropia da cidade.
Quem não conhece
Ibrahim Ismael, um empresário conhecido na cidade que,
pela maneira de ser, não pode levar fama de pessoa má,
pois se assim fosse, não chegaria aonde chegou, sendo
tanto quanto Irany Lamar, um bom pai e um bom marido.
Sem entrar no
mérito da questão, o que não se pode é tentar induzir a
imprensa a entrar nos meandros familiares, com relação
aos dois envolvidos, como se isso fosse algo que pudesse
denegrir a imagem de uma pessoa, ou colocá-la à margem
da sociedade.
É um aspecto
discutível, pois bem se sabe que, só em Avaré, inúmeras
pessoas de grande influência política e familiar, têm
desentendimento entre irmãos e, no entanto, continuam
sendo respeitados pela sociedade.
De um lado, Irany
Lamar de Oliveira quer provar de todas as maneiras que
Ibrahim Ismael, que o colocou na presidência, não é
gente boa. Por outro lado, Ibrahim quer mostrar que
Irany está conduzindo mal a Associação Comercial. Agora,
falta apenas o bom censo dos dois de pegarem o chapéu e
irem para casa. |