Colunista

Você está ainda insatisfeito com Deus? | João Antonio Pagliosa
05 de junho, 2017

Na manhã do dia 02 de junho, ouvia discussão entre pessoas que  reclamavam do tempo frio, aqui na cidade de Curitiba. E pensei com meus botões: Que forma interessante de perder tempo!

Reclamar de algo que recai sobre nós, pelo qual não temos nenhuma ingerência, é de amargar...

Muitos reclamam da vida que levam... Do desemprego que alcançou suas  vidas... Da falta de oportunidades... Alguns estão insatisfeitos com tudo... Até com Deus!

Este artigo intenta demonstrar que você não deve, em nenhuma hipótese, estar insatisfeito com Deus. Muito pelo contrário... Sábios são sempre gratos a Deus!

O livro de Daniel, capítulo 3, narra sobre o livramento dos amigos de Daniel, da fornalha de fogo. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, se recusaram a curvar-se perante a estátua de ouro do rei Nabucodonosor, e em função da desobediência, foram condenados a morrer queimados na fornalha.

Inqueridos porque desobedeciam a ordem real, responderam: "Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste."

Nabucodonosor se encheu de fúria, e ordenou que lançassem os três desobedientes na fornalha, e mais que esta fornalha se acendesse sete vezes mais forte do que se costumava fazer.

Muita lenha foi providenciada para esta tarefa... Os três amigos foram amarrados com seus mantos, suas túnicas e suas outras roupas, e lançados sem piedade na fornalha sobremaneira ardente. O fogo era tão intenso que suas chamas mataram os soldados que os lançaram... E os três foram vistos andando calmamente e entre as fortes chamas... E não havia nenhuma amarra...

E Nabucodonosor e todos os outros viram um quarto homem que caminhava  entre o fogo... O aspecto deste homem era semelhante a um filho de deuses...

Após um tempo, o rei Nabucodonosor, estupefato com o que via, se achegou mais perto da boca da fornalha e chamou os homens para fora...

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, saíram completamente ilesos... As chamas intensas não lhes provocaram nenhum sinal... Nada... Absolutamente nada!

E o rei, fez prosperar os três amigos na província de Babilônia...

Reflita uns minutos sobre o comportamento dos três amigos que não tiveram nenhum temor frente a morte tão cruel. Que exemplo de fé em Deus! E Deus não os abandonou... Ele era o quarto homem entre as chamas...

2 Samuel 12, a partir do versículo 16, lemos sobre a morte do filho de Davi com Bate Seba. Davi buscou a Deus pela vida da criança, e jejuou e clamou ao Senhor por socorro, durante sete dias...

Mas a criança morreu... E informado da morte, o rei Davi lavou-se, ungiu-se, mudou suas vestes, e foi a casa do Senhor... E o adorou! Depois foi para sua casa, e fartou-se de comer...

Ora, todos se espantaram com a atitude do rei, e este lhes respondeu: "Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? Porém, agora que a criança é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu, fazê-la voltar? Eu irei a ela, mas ela não voltará para mim."

E Davi veio à sua esposa Bate Seba, e a consolou... E se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou.

Salomão consolidou e fortaleceu o reino... Para a alegria e o orgulho de seu pai Davi... Um homem, segundo o coração de Deus. Jamais insatisfeito com Deus!

Livro de Jó, capítulo 1, versículos 13 a 22, narra as aflições e a paciência de Jó ao perder tudo que possuía, inclusive a morte repentina de todos os seus filhos.

Eis o que ele disse: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor".

Algum tempo depois, Deus restituiu tudo, e em dobro para Jó... E deu-lhe outros dez filhos...

Em Filipenses 4, a partir do versículo 11, o apóstolo Paulo expressa sua gratidão aos homens de Filipos. Paulo se alegrava no Senhor, em qualquer circunstância. Ele vivia sempre entusiasmado e contente. Teve experiência tanto de fartura como de fome... Tanto de abundância como de escassez...

Paulo disse: "Tudo posso naquele que me fortalece." Era homem que depois de conhecer o poder de Deus, sempre foi servo fiel e satisfeito...

Você meu prezado, tem algo a reclamar de Deus?

Minhas reflexões nas muitas madrugadas, me dizem que reclamar e estar insatisfeito com Deus, é completa loucura...

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 03 de junho de 2017

Eliézer | João Antonio Pagliosa
29 de maio, 2017

A história deste homem impacta! Deveríamos todos, ser como o damasceno Eliézer...

Deus animou Abraão e lhe prometeu um filho quando este lhe disse:“Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o meu servo Eliézer? A mim não me concedeste

descendência, e um servo de minha casa será meu herdeiro”.

Deus respondeu: “Não será este o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro”.

Abraão era homem bem sucedido e o mais rico daquela região. O seu
servo Eliézer governava sobre tudo que Abraão possuía, e perdeu toda a
herança de seu senhor quando nasceu Isaque.

Imagine-se no lugar do servo Eliézer. Ele perdeu tudo de um momento para outro...

Pergunto ao meu prezado leitor: Você já pensou em sabotar alguém? Já se sentiu perdendo algo e em função disso tramou um plano para não ser prejudicado? Você tem ciúme de alguém que faz mais sucesso que você ou que é mais competente que você?

Deus conhece a estrutura de cada um de nós, e conhece nos seus íntimos detalhes. E Eliézer, era servo bom e fiel...

Sua fidelidade a Abraão e a Deus era extrema, e isso está muito bem descrito em Gênesis capítulo 24, onde é incumbido de buscar uma mulher para Isaque.

Eliézer partiu para a cidade de Naor, na Mesopotâmia, e aconselhou-se com Deus: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses da bondade para com Abraão! Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja esta a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com meu senhor.

E surgiu Rebeca! Moça mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. Ela deu água a Eliézer e a todos os seus camelos...Deus confirmava que Rebeca era a mulher certa para Isaque! E Isaque tomou a Rebeca por mulher. Ele a amou!

Lições úteis: Em seus empreendimentos, peça aconselhamento com Deus. Volte-se aos pés do Senhor, porque tudo que é bom, procede Dele! Não se preocupe com você e faça como o servo Eliézer: SIRVA! Sirva aos outros sem preguiça, sem desânimo... Mesmo para aqueles que não merecem... nunca deixe de se submeter a Deus!O vento de Deus tira as coisas de lugar para depois reorganiza-las,
por isso, não estacione no meio de sua jornada... Complete a sua boa obra e seja servo que realiza trabalho com presteza, sem usurpar a glória de outrem... A nossa recompensa está em DEUS!  Em João 6:67, Jesus perguntou aos doze: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Simão Pedro respondeu-lhe: “Senhor, para onde iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Lealdade para com Deus, sempre!

João Antonio Pagliosa

 

Curitiba, 29 de maio de 2017 www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Duzentos e trinta milhões de toneladas de grãos | João Antonio Pagliosa
26 de maio, 2017

Neste ano de 2017, tivemos um conjunto de fatores favoráveis à agricultura, porém, essencialmente pelo empreendedorismo do nosso produtor rural, o Brasil alcançará uma safra recorde de 230.000.000 de toneladas de grãos.

A safrinha cresceu tanto por este país afora, que agora se chama segunda safra. Nada mais lógico!

Espíritos arrojados e com visão estratégica erradicaram o café ferido por geadas e ferrugem, para plantar basicamente milho e soja de verão, cerca de 45 anos atrás, deixando a terra, após a colheita, coberta com palhada. Tal prática acabou melhorando significativamente a fertilidade e a conservação natural do solo agrícola.

Um agricultor inteligente cuida do seu solo porque sabe que daí virá a sua riqueza. E a riqueza das gerações vindouras...

Alguns produtores iniciaram um segundo plantio anual, que passou a ser chamado de safrinha ainda na década de 80. Isso mudou muitos hábitos de plantio. Mudou para melhor...

Atualmente, nosso trigo plantado no inverno, possui qualidade igual ao do europeu e argentino, e não somos autossuficientes neste tipo de grão em função da burocracia e da desoneração do trigo importado.

Coisas de políticos que deveriam conversar mais com técnicos e produtores, e talvez, discursar menos... Em razão dos entraves à plantação de trigo, que permanecem até os dias atuais, o produtor começou a plantar milho.

Novas variedades híbridas e precoces desenvolvidas pela Embrapa e pelo setor privado, deram início à produção em escala da segunda safra. Outras culturas de inverno como a cevada, a aveia, o feijão e outras, vieram atrás.

Os sucessivos plantios deixavam a terra com cobertura vegetal, e esta palhada e o adubo remanescentes da safra de verão vicejavam o novo plantio, com a vantagem de inibir as pragas e conservavam o solo contra a erosão.

Não deixar o solo nu, só trouxe vantagens!

As coisas correram tão bem, que nos primeiros quatro meses de 2017, as exportações do agronegócio atingiram recorde de US$ 29,185 bilhões, tornando superavitária em R$ 21,38 bilhões a nossa balança comercial. UAU!

As vendas de máquinas, equipamentos e caminhões para a agropecuária aumentaram 20% em relação ao mesmo período do ano passado, e já geraram mais de 20 mil empregos novos só na agropecuária. Serão mais de 600 bilhões de reais do valor bruto da produção que, irrigarão o mercado, reaquecendo nossa economia.

Já está comprovado que o agronegócio brasileiro é extraordinário para a riqueza deste país e de seu povo. Um governo inteligente precisa cuidar do agronegócio como a menina de seus olhos... Entendeu, senhor Presidente?

João Antonio PagliosaEngenheiro Agrônomo

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br
Curitiba, 24 de maio de 2017.

 

Quase sem solução | Pedro Israel Novaes de Almeida
24 de maio, 2017

A cracolândia é a expressão maior dos malefícios do crack, desafiando há décadas Estado e Município.

            Ali, traficantes sempre agiram com grande desenvoltura, lucrando e nutrindo o vício de uma multidão de zumbis, que perambulam perigosamente pelas imediações. Vez ou outra, sofrem alguma repressão, com episódicas batalhas campais.

            A população que mora ou transita pela região, assim como o comércio estabelecido, amargam a triste realidade de um território sem lei, onde a violência e o saque já fazem parte da paisagem. O postulado de que a segurança é um direito de todos e dever do Estado, pouco ou nada vige.

            Os zumbis envolvem avós, pais e filhos, cuja dependência parece falar mais alto que os acenos desesperados da família e amigos. Religiosos, assistentes sociais, psicólogos, médicos e um batalhão de profissionais tentam reconduzir os viciados à normalidade.

            Cada governo, a seu modo, tentou resolver a situação, sem contudo alcançar seu objetivo. A maioria das ações gerou resultados de curto prazo, e a cracolândia segue imutável.

            Recentemente, uma grande operação policial prendeu traficantes e desalojou viciados. Traficantes são imediatamente substituídos, e a multidão desalojada segue peregrina, até encontrar um novo ninho ou constituir dezenas deles.

            As discussões a respeito do tema costumam opor humanistas inveterados e inspirados adeptos da ação policial. Ambos focam em diferentes facetas do problema.

            Soa lógico que a ação policial é necessária, e salta aos olhos que devemos, sempre, incentivar o abandono das drogas, pelos viciados. A menor preocupação parece ser com as pessoas e comércios do entorno.

            São poucos os viciados que aceitam a internação voluntária, e só uma pequena parcela deles chega ao livramento do vício. Enquanto isso, os não viciados vivem os horrores do inferno, vivendo na terra.

            Nessa toada, vamos percorrer séculos, até percebermos que a internação compulsória, que causa calafrios a parcela dos estudiosos, deve necessariamente figurar como parte da solução.

            Viciados que fazem uso da violência e coação não podem permanecer livres, sob pena de desrespeitarmos os sagrados direitos da população do entorno.    São doentes, necessitam de ajuda, mas são perigosos e nocivos ao ambiente.  

            Manter livres pessoas sem consciência, capazes de tudo para nutrir o vício, é decretar a completa falência de nossas instituições, e abolir por completo o Estado de Direito. Precisamos de menos discursos e mais ações efetivas.

                                                                                    pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado..

Reforma trabalhista | J. Barreto
21 de maio, 2017

            

Sou anti-PT enquanto organização criminosa, que em tramoia com outros pseudo partidos, se organizaram para dilapidarem os recursos da união em proveito partidários e individuais.  Respeito àqueles petistas de boa vontade que ainda comungam das ideias que fundamentaram os princípios da criação do PT, e que em Avaré têm em seus quadros dois políticos que merecem nosso respeito pelas suas posturas em seus mandatos de vereadores.  Creio que ninguém em sã consciência e espírito patriótico, possa negar que o Brasil para seu próprio bem e das futuras gerações terá que rever entre muitas outras jabuticabas, o sistema trabalhista e o previdenciário.  Mas o que temos visto até agora é um arremedo de reforma, pois a mesma visa somente as classes trabalhadoras e as classes produtivas, mas sem a contrapartida dos demais setores.  Volto a falar do PT e dos petistas; não nutro nenhuma simpatia pela senadora Gleisi Hoffmann, mas todo brasileiro deve tomar conhecimento de seu pronunciamento na comissão que está analisando a reforma trabalhista. (https://www.youtube.com/watch?v=5qdEusyvxe0).  Ela, em alto e bom tom, e sem meias palavras deu uma esculhambação nos membros da mesa, e citou nominalmente, membros do Superior Tribunal, general, senador, grande empresário, ministro, e outros mais, dizendo que para eles é muito fácil querer salvar o Brasil impondo sacrifícios a quem não tem voz e nem lobistas no parlamento, e que todos eles, incluindo ela própria, recebem altos salários, gozam de privilégios e mordomias diversas, todos tem no mínimo duas férias ao ano, e além do mais, gozam de estabilidade.

            Aqui em minha casa, todos bateram palmas para a senadora, pois ela teve a coragem de dizer a elite dos órgãos públicos toda a verdade que todos conhecem, mas são calados pela burocracia.   Ela também citou que dos mais de 14 milhões de desempregados não existe um só funcionário público, e que algo está errado.  Vamos juntar nossas vozes à voz da Senadora Gleisi Hoffmann, e se não nos acovardarmos, e criarmos um tsunami de informações eletrônicas, nós também podemos mudar o Brasil num todo, e não em casos pontuais.

Torno a dizer, o Brasil precisa da reforma trabalhista, da reforma previdenciária, e muitas outras reformas, mas ela precisa começar de cima para abaixo e não somente de baixo.

J.Barreto

Inovações fantásticas | João Antonio Pagliosa
21 de maio, 2017

Todos nós fazemos alguma coisa que poderíamos fazer melhor. Aprimoramentos e inovações não estão longe de nosso alcance, diferentemente do que pensa a maioria.

Arregaçar as mangas e fazer melhor determinada tarefa sempre entusiasma, nos tira de nossa zona de conforto... E, desafiamos a nossa inércia... E, inovamos.

No início dos anos 80 eu tinha uma dificuldade que me incomodava, e eu não sabia resolver o problema... Era algo aparentemente simples com o qual ninguém se importava, mas era na realidade, algo bastante complexo.

Eu ansiava encontrar o melhor e mais rentável nível de energia para usar nas rações de frangos de corte, do grupo SADIA. Angustiava minha alma, partir do nível de energia proposto pelos padrões internacionais, pois eu tinha muitos motivos para acreditar que eles não eram corretos para as nossas condições de mercado. Tais padrões estabeleciam altos valores de energia visando obter alto resultado na velocidade de crescimento das aves, e uma excelente conversão alimentar. Porém, não necessariamente o melhor resultado de produtividade animal está correlacionado com o melhor resultado
econômico, e era exatamente isso que eu queria provar.

É um erro acreditar que melhor desempenho animal significa maio lucro operacional. O ponto crucial é encontrar o equilíbrio ideal para a energia da dieta, uma vez que todos os demais níveis nutritivos, correlacionam-se com ele. E isso é muito importante porque dependerá do preço da principal fonte rica em energia (óleo de soja), em relação ao principal ingrediente na composição da ração (milho).

Quando analisamos o perfil nutricional de ambos os ingredientes, salta aos olhos que o óleo não pode custar mais que três vezes o preço do milho. Naqueles tempos idos o óleo de soja bruto custava entre seis e oito vezes o preço do milho, portanto seu uso era economicamente inviável. Mas todo mundo usava óleo de soja porque era a forma de alcançar os níveis energéticos que os padrões internacionais estabeleciam, isto é, valores compreendidos entre 3000 e 3200 Kcal de energia metabolizável por kg de ração.

Para atingir tais níveis, era necessário aportar entre 5 e 15 kg de óleo por tonelada de ração, e isso encarecia a alimentação das aves, sobremaneira.

Realizamos muitos experimentos com rigor estatístico e invariavelmente concluíamos que as rações mais baixas em energia prejudicavam um pouco a produtividade animal, mas redundavam sempre na obtenção de um custo de produção de um kg de frango vivo mais econômico

Rações mais energéticas eram tão mais caras, que não compensavam economicamente o melhor rendimento do animal.

É simples provar isso em testes experimentais. Difícil é convencer que isso precisa ser estabelecido a nível industrial, numa Empresa gigante. A gente trabalhava com um programa computacional da IBM que era muito bom, porém nada adiantava se partíssemos de um nível de energia pré-estabelecido. Nós já começávamos errando por atender o padrão estabelecido nos USA onde não se usava óleo de soja. Usava-se sim, óleos de fritura de restaurante que eram reutilizados em rações animal, com preço só duas vezes mais caro que o milho.

A situação era outra!

As inovações desafiam os pressupostos!

Mas, lentamente eu ia baixando a inclusão de óleo vegetal e ia acompanhando os resultados, porque todos na Empresa, eram contrários à redução dos níveis de energia.

Então, numa viagem de negócios, adquiri um novo programa para formulação de rações. O programa era mais ágil e mais interativo, e esta Empresa conhecia muito sobre otimização matemática.

Expliquei-lhes então o problema e eles informaram que poderiam resolver... E que talvez pudessem ir bem além...  

Eu lhes contei tudo o que sabia para levar o processo avante e ele rapidamente concluíram que níveis de energia das rações mais baixo, produziam um frango mais barato, simplesmente porque o preço do óleo vegetal é muito alto se comparado ao milho.

Recordo que na primeira reunião com esta empresa, seu diretor me questionou: Pagliosa, você já ouviu falar em Edward Deming?  Eu não sabia que era Deming, mas eu sabia que se espremêssemos os números eles nos revelariam muita coisa. Estatística é ferramenta valiosa.

Assim começou o programa de otimização matemática na produção de frangos de corte na Sadia... Que depois evolui para outros negócios da Empresa... As inovações transformam os modos de fazer negócios... Ideias que martelam a nossa cabeça... Coisas que nos intrigam precisam ser investigadas... E se você pensar de maneira holística, grandes oportunidades se lhe revelam...

Isso o levará, por certo, a inovações fantásticas...

Joaçaba, 20 de maio de 2017

João Antonio Pagliosa



 

Dias maus | João Antonio Pagliosa
19 de maio, 2017

Por mais guerreiros que sejamos, as vezes dá vontade de desistir de lutar...O bom é que esta vontade dá e logo passa...  É preciso continuar lutando. Recuar...  Jamais!

Brasil vive dias maus, essencialmente porque vivemos crises de decência em nossas Empresas, em nossas Instituições, e nas muitas esferas minadas de homens públicos néscios, iníquos e mentirosos. Os políticos roubaram a decência do país, de há muito... Há que resgatá-la...Vivemos um mar revolto... E, num momento em que o país inicia seu crescimento e as coisas começam a se ajeitar, esta quinta-feira, 18 de maio, foi de quebrar o ânimo dos mais fortes...Mas não dá para sossobrar...Não dá para sair da racionalidade...

Maracutaias muitas envolvendo a JBS estão sendo veiculadas na mídia, há pelo menos cinco anos... E o BNDES deve explicações ao contribuinte brasileiro há no mínimo cinco anos. Afinal, dinheiro não aguenta desaforo...

Há uma frase de Confúcio que diz:" Aquele que não prevê coisas longínquas, expõe-se a desgraças próximas."

Meu instante de reflexão sobre este pensamento sinaliza sobre a prudência com o FORA TEMER das ruas... Não podemos agir contra o País! Não podemos agir contra nossos próprios interesses... E é isso que faz a massa tresloucada... Parece coisa do capeta!

É preciso ouvir todas as explicações do presidente Temer, e agir conforme a lei. Apenas isso! Chega de loucuras contra o BRASIL! E por óbvio, continuar trabalhando firme e forte... É isso que o país precisa...

Cada um em seu negócio, acreditando em si próprio, acreditando no extraordinário potencial de riquezas deste Brasil imenso, e confiando em DEUS!

Somos todos dependentes de DEUS!

O rei Davi teve dias maus. Salmos 55: 4 e 5 nos diz: "Estremeceu-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim".

Prezado leitor, o homem é muito falho... Davi com sua riqueza e seu poder bélico, mesmo temido pelos povos da época, que se quebrantava perante Deus, tinha seus momentos de pânico...E isso nos parece incrível, não obstante, ter medo faz parte da essência do homem...mas o medo não pode nos paralisar...

Precisamos combater o bom combate... E Deus é o nosso socorro... Se não nos posicionarmos e não permanecermos firmes nos dias maus, não progrediremos... Muito pelo contrário, a nossa paralisia atará as mãos de Deus para agir em nosso favor.

Em 2 Crônicas capítulo 12 Roboão, neto de Davi, virou as costas para DEUS e tudo se perdeu muito rapidamente... As riquezas que Davi tinha amealhado e que Salomão havia aumentado exponencialmente, foram levadas por Sisaque, rei do Egito, que tomou todas as cidades fortificadas de Judá, e que tomou ainda a cidade de Jerusalém.

Quando nos distanciamos de DEUS, começa a nossa derrota! Nunca esqueça isso! E a mim, muito impressiona a história da mulher cananéia descrita em Mateus 15: 21 a 28. Essa mulher tinha filha endemoniada, e acreditava fortemente que Jesus poderia curar sua amada filha. Então, o seguiu e clamava por socorro e por compaixão. Jesus não respondeu e nem se importou com ela, porém ao ser interpelado por seus discípulos que ele deveria mandar aquela mulher embora, disse-lhes: 'Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel". A mulher cananéia se aproximou e adorou Jesus e pediu por socorro. Então Jesus lhe disse: "Não é bom tomar o pão dos filhos e levá-lo aos cachorrinhos".

Veja, leitor, Jesus compara aquela mulher a cachorros porque ela pertencia a um povo que não acreditava em Deus, e não foi por um povo que não crê em Deus que Jesus veio a Terra. Mas a cananéia acreditava em Jesus, ela sabia que ele poderia curar sua filha. Então, ela disse ao Mestre: "Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos". E Jesus se impactou com a tremenda fé daquela mulher, e falou a ela: "Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres". No mesmo instante sua filha ficou completamente curada!

Cidadãos, a nação brasileira precisa cura... O Brasil urge que lhe devolvam a decência... Precisamos todos clamar pelo socorro de Deus... A vitória pertence aqueles que lutam até o final e eu, particularmente, amo a frase: EU E DEUS. MAIORIA ABSOLUTA. Não recue, nem desista de seus sonhos, meu prezado... O Brasil precisa e merece todo o nosso esforço!

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 19 de maio de 2017
www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

 

Uso público | Pedro Israel Novaes de Almeida
17 de maio, 2017

A democracia possui detalhes pouco notados e obedecidos.

            A sede do Executivo, Paço Municipal ou Palácio, é destinada tão somente a atos oficiais. Na prática, abriga encontros e conversas de caráter particular, inclusive partidários.

            O mandatário não tem o direito de realizar reuniões partidárias, em seu gabinete, ainda que também disponibilize o espaço a reuniões de outros partidos, inclusive opositores.

            Não convém, a qualquer prefeito, reunir-se com vereadores da situação, em próprio municipal. A relação com o legislativo é, por natureza, formal e impessoal.

            Vereadores possuem o mesmo direito a informações a respeito de projetos oficiais, sejam opositores ou situacionistas. Municiar de argumentos tão somente parcela dos vereadores é instrumentar o legislativo, impondo tratamento diferenciado aos igualmente eleitos.

            A proibição de fotos ou filmagens de funcionários públicos em serviço é odiosa, ofendendo o princípio da transparência e produção de prova lícita. Confunde-se a foto ou filmagem com o mau uso delas, este sim passível de sanções civis e criminais.

            É de interesse público a foto ou filmagem do pronto-socorro ou da ação da Guarda Municipal.  Unidades de atendimento à saúde, estado afora, andam repletas de avisos que proíbem, indevidamente, a captação de imagens.

            Nas peregrinações a centros políticos, como capitais, não devem os prefeitos estar acompanhados por vereadores, com despesas pagas pelo erário. A busca executiva por verbas e obras não consta do âmbito legislativo.

            As publicações oficiais não devem estampar feições de autoridades, e logradouros não devem identificar o administrador da época, salvo de remota, e a título meramente histórico.

            Persiste, estranho, o palanque de autoridades, sempre reverenciado nos desfiles de escolas e associações. Não raro, o palanque parece mais importante que a data cívica comemorada.

            Em algumas ocasiões e cidades, o princípio do Estado laico virou história da carochinha. Veículos oficiais, para uso exclusivo em serviço, participam de procissões em homenagens ao padroeiro. A fé é direito inalienável do funcionário, jamais do veículo.

            Deputados e senadores voam, país afora, em jatos da FAB, mesmo sem estarem em missões de combate.  A mais desprezível ofensa ao princípio da impessoalidade reside nas malfadadas inaugurações, sempre discurseiras, que podem custar mais que a própria obra.

            Autoridades eleitas ou nomeadas não recebem reinos, mas funções.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.  

Dilma não é corrupta | João Baptista Herkenhoff
17 de maio, 2017

Concordo que Dilma Roussef não teve excepcional competência para exercer a mais alta função política da República. Concordo que cometeu erros. Concordo que não foi feliz na escolha de alguns membros de sua equipe de governo. Concordo que Lula não tenha tido a melhor inspiração ao optar pela pessoa que deveria sucedê-lo. É meritório que tenha decidido por uma figura feminina num país onde a mulher sofre centenários preconceitos. Mas haveria mulheres mais qualificadas tecnicamente para a tarefa histórica de ocupar a cadeira que sempre lhes foi negada. Muitas mulheres exerceram com brilho funções de comando nos escalões republicanos, diferente de Dilma que era uma caloura nesta área.

          Se muitas objeções podem ser ponderadas, em desfavor de Dilma, um fato favorável a ela só pode ser negado por caluniadores irresponsáveis e desprovidos de caráter: Dilma não é corrupta. Dilma não praticou um único ato de corrupção. Embora muitas metralhadoras tenham tentado incriminá-la e envolvê-la, em episódios escusos, nada foi provado em detrimento da integridade moral de Dilma Roussef. A guerrilheira de ontem, perseguida pela ditadura, sucumbe na batalha política com a honra preservada, sem mancha, ferrete, infâmia ou labéu que deslustre seu nome. As pedaladas fiscais não tiveram a participação de Dilma. Perícia, no processo de impeachment, apontou que Dilma não teve participação nas irregularidades encontradas.

          A dignidade moral não prescreve jamais. Mesmo depois que Dilma já não estiver no mundo dos mortais, seus descendentes poderão exigir o respeito a sua memória processando inimigos políticos que nem diante da sepultura calem seu ódio.

Que o ódio insano não se cala nem diante da morte ficou provado quando faleceu Marisa Letícia, esposa de Lula.

A mulher de Lula era ré em ação penal, no “caso triplex’’, por lavagem de dinheiro. A Defesa de Marisa pediu "a absolvição sumária em decorrência da extinção da punibilidade". O Ministério Público Federal concordou com o pleito da Defesa. Entretanto o juiz indeferiu o pedido afirmando: "cabe, diante do óbito, somente o reconhecimento da extinção da punibilidade, sem qualquer consideração quanto à culpa ou inocência do acusado falecido em relação à imputação". Ou seja, mesmo depois de morto, o morto não deve ter paz.

Não percebeu o julgador a razão humana que justificaria a absolvição. Preferiu optar pela frieza, que amesquinha o Direito.

O humanismo não desmerece o magistrado. Ao contrário, engrandece seu papel. Juiz desumano assemelha-se a monstro e não tem a marca do verdadeiro juiz. É temido porque o homem prudente teme as feras.

 

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES) e escritor. Tem proferido palestras e ministrado seminários em faculdades, seccionais da OAB, igrejas etc.

E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

Site: www.palestrantededireito.com.br

 

É livre a divulgação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

 

Populismo, Lula e a situação do Brasil | João Antonio Pagliosa
17 de maio, 2017

POPULISMO é forma de governo, onde o governante utiliza qualquer 

recurso possível e imaginável para obter apoio popular. O apoio

popular é o referencial de todo político populista... Se as coisas vão

bem ou mal, isso não importa... O que importa é ter o apoio do povo...

Com apoio popular eles se reelegerão sempre que quiserem... Quando a

lei não permite, eles plantam um poste...

O POPULISTA:

Sempre utiliza o vocabulário do povo e não se preocupa em falar o

português correto. Falar correto passa a ser coisa de burguês ou de

intelectual...

Sempre se auto promove e abusa de fazer propaganda de si próprio.

Sempre diz ser diferente de tudo e de todos que estão por aí. Ele se

acha digno e merecedor do respeito de todos.

Assim que possível, não hesita em tomar medidas autoritárias para

defender coisas indefensáveis. E ameaça até juízes...

Não respeita ninguém... Nem as Instituições milenares... Porque se

considera predestinado e acima da lei!

É carismático e mente todo o tempo... E todo o tempo mente!

Anuncia que resolverá todos os problemas urgentes, e que os mais

pobres serão prioridade em seu governo.

Abandona qualquer aliado quando em situação de perigo... Porque o que

importa é ele!

Governos populistas sempre prejudicaram nações em todo o planeta desde

épocas bíblicas. Porque todo populista aumenta os gastos públicos na

distribuição de benesses, desorganiza toda a economia porque

desconhece os princípios básicos de gestão financeira, aumenta os

impostos de quem produz e permite o roubo e a Farra com dinheiro

público.

Em decorrência desta ciranda generalizada, aumenta a pobreza da

população, o desemprego explode, e diminui significativamente a

atividade econômica. Milhares e milhares de estabelecimentos

comerciais fecharam suas portas nos últimos três anos.

Conheço empresários que viram seu faturamento bruto cair 90%!

 

O DECÁLOGO DO POPULISTA, foi produzido pela "Fundacion para el

Progresso", com sede em Santiago do Chile, e mostra o seguinte:

 

1- O POPULISTA EXALTA AO LÍDER CARISMÁTICO.

Toda a possível virtude do projeto político está inspirada no seu

líder. Com seu carisma ele

mobiliza as massas, e estas lhe dão autoridade para ditar, tanto o que

é ou não correto, quanto o que é verdade.

 

2- O POPULISTA NÃO SÓ USA E ABUSA DA PALAVRA: ELE SE APODERA DELA.

O Populista pretende demonstrar que a verdade é um só: a sua. Para

tanto recorre a uma retórica demagógica. Isto exorta à população a

entender o mundo de uma só forma e é funcional ao regime populista.

Para tanto é importante o controle dos meios de comunicação.

 

3- O POPULISTA FABRICA A VERDADE.

O regime Populista, cujo poder se concentra no líder carismático, se

apresenta como o único capaz de interpretar o pensamento e o

sentimento do povo. Desta maneira seu discurso se transforma na

verdade oficial.

 

4- O POPULISTA UTILIZA DE MODO DISCRICIONAL OS FUNDOS PÚBLICOS.

Os gastos públicos estão à mercê da vontade do líder, o que,

invariavelmente, causa sérios danos ao equilíbrio financeiro do país

e, por consequência, a toda a população.

 

5- O POPULISTA DISTRIBUI DIRETAMENTE A RIQUEZA.

É o populista quem decide quanto e como deve ser feita a repartição.

Mais: geralmente é ele quem realiza a distribuição.

 

6- O POPULISTA ALENTA O ÓDIO DE CLASSES.

O populista usa o discurso de ódio contra diversos setores. Todos são

potenciais objetivos de sua

política de rancor. É o nós contra eles.

 

7- O POPULISTA MOBILIZA PERMANENTEMENTE OS GRUPOS SOCIAIS.

Mediante seu carisma, o líder mobiliza a população. A praça pública é

o ambiente próprio para manipular a opinião pública, que sai

convertida em rebanho dócil e submisso. Ali se produz o juízo público

dos inimigos do povo e se anunciam as medidas arbitrárias do líder.

 

8- O POPULISMO RECORRE SISTEMATICAMENTE AO INIMIGO EXTERIOR.

Quando há problemas, para assegurar o apoio popular o Populista

inventa inimigos. Usando uma retórica nacionalista, atribui os

fracassos aos inimigos externos.

 

9- O POPULISMO DEPRECIA AS INSTITUIÇÕES.

Baseado na verdade oficial, se instala uma ideia de justiça direta..

Manipula o Congresso e estimula o povo a fazer justiça com próprias

mãos.

 

10- O POPULISMO DOMESTICA E DESTRÓI A DEMOCRACIA LIBERAL.

Busca ampliar a todo custo o espaço para exercer o seu poder. Quem se

opõe é contrário a uma suposta vontade popular. Da mesma forma, o

líder busca manter-se no poder para todo o sempre.

 

Isso posto, convêm recordar: O General Golbery do Couto e Silva, cerca

De  43 anos atrás, questionado sobre o que achava do metalúrgico Luiz

Inácio, respondeu: "O Lula? Ah, esse é um bon vivant..."

João Antonio Pagliosa, diz: "Lula é sempre um bon vivant... É também,

sempre um mau caráter! Seu surgimento em Garanhuns, em 1946, é a maior

desgraça que aconteceu ao Brasil."

 

João Antonio Pagliosa

Curitiba, 13 de maio de 2017

Parentes | Pedro Israel Novaes de Almeida
11 de maio, 2017

Parentes são conhecidos compulsórios, não necessariamente amigos.

            São pessoas com ancestrais comuns, que podem apresentar interessantes semelhanças físicas e comportamentais.  O parentesco é o primeiro e incerto parâmetro de julgamento, por terceiros.

            Sobrenomes famosos podem ser indicativos de poder e virtude, ou pouco recato e respeito, a depender do ancestral mais famoso. Parentes de santos são considerados naturalmente bons, e parentes de milionários são instintivamente considerados ricos natos.

            Existem características familiares notáveis, como o tamanho do nariz, a altura, o timbre da voz, a afinação, e a tendência à obesidade e calvície, a ponto dos antigos diagnosticarem, solenes : -“É gente dos fulanos”.

            É eterno o vínculo de parentesco, que persiste mesmo quando une desafetos ou pessoas que natural e socialmente jamais conviviriam. O vínculo familiar tende a despertar o mútuo sentimento de preservação e sobrevivência. Dizem, maldosamente, que só a tradição familiar pode explicar o elevado número de corintianos e palmeirenses.

            Em animais e plantas, o parentesco é indicativo de potencial e eficiência produtiva. Na adoção ou aquisição de cães, é sempre útil  conhecermos o comportamento de pais e mães, quase sempre herdados pelas crias.

            O parentesco costuma gerar discórdias e inimizades profundas, quando ensejador de parcerias comerciais ou negócios em geral. O vínculo familiar pressupõe comportamentos e confianças que acabam não materializadas.

            Não é rara a ruína do decantado vínculo afetivo familiar, quando do trato de heranças. Atualmente, os bens são doados em vida, acautelando os atritos em pleno velório. Conhecendo a natureza humana, os doadores, cada vez mais, instituem cláusulas de usufruto.

            Nos velórios de hoje, não raro com várias viúvas, é marcante a presença de amigos, eventualmente parentes, e credores. Devedores temem a memória familiar.

            O núcleo familiar é a primeira escola e a mais marcante fonte de virtudes e defeitos. O parentesco tem suas influências, mas é normal a existência de filhos bandidos, de pais santos, e filhos santos, de pais inomináveis.

            Outrora, o parentesco parecia imputar maior responsabilidade no amparo à velhice e o respeito aos ancestrais era mais cumprido, quando procedente. Avós e avôs uniam parentes, e suas faltas normalmente geram dispersões e poucas convivências.

            Políticos menores valorizam tanto o parentesco que foi necessária a edição de leis que vedam a contratação de parentes, para que as administrações não acabassem transformadas em grandes e unidas famílias.

            Famílias, queiram ou não, são sempre submetidas à pendular oscilação de status, materializada no secular e acertado dito, que antevê “pai rico, filho nobre e neto pobre”. Dizem os estudiosos e ocultistas que inimigos cósmicos são fadados ao nascimento sob o mesmo teto. Tomara que não seja verdade !

                                                                                       pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

Convicção e posicionamentos | João Antonio Pagliosa
10 de maio, 2017

É sábio se conhecer... Você precisa se conhecer muito bem, se deseja viver melhor...

Sabendo quem você é, defenda as suas causas, sem se preocupar demasiado com as convenções sociais... Lute, batalhe em cima daquilo que você acredita, e aproveite bem cada dia de sua jornada porque o tempo é precioso.

Creia, haverá prós e haverá muitos contra em sua jornada... Não desanime... Se a sua convicção é firme, posicione-se e não siga a maioria.

Lembre-se que pensamentos e atitudes convencionais não trazem melhorias, e é preciso ousar e fazer melhor qualquer coisa que podem ser feitas melhor. É isso que muda o mundo, e sair do convencional, às vezes pode ser a solução para mudar sua vida.

Em 1985, fui incumbido de avaliar e aprovar o embarque de grande volume de milho em grão, na cidade de Rosário, Argentina. Logo constatei que o cereal era de excepcional qualidade e esta massa de grãos supriu a fábrica de rações que gerenciava na cidade de Concórdia, SC, por um período de aproximadamente cinco meses.

Enquanto se utilizou este milho no fabrico de rações, o resultado zootécnico da produção de aves e suínos deu um salto de qualidade muito significativo. Menores índices de mortalidade, menos problemas sanitários, maior ganho de peso, melhor conversão alimentar, e carcaças com melhor rendimento no frigorífico, saltavam aos olhos. E o diferencial era o milho procedente da região de Rosário.

A partir desta experiência comecei a exigir com mais veemência melhoria nos padrões de qualidade, nos ingredientes que adentravam a fábrica. Qualidade melhor sempre pressupõe preço mais elevado... Problemas a vista!

Você faz relatórios evidenciando os pontos chave, mas as chefias não entendem o que você entende... Elas não conhecem o tema como você conhece, e então contra argumentam, e mostram outras prioridades... E o problema não é solucionado... Passa batido!

As pessoas não aprendem com a experiência e cometem sempre os mesmos erros... É assim desde sempre!

Dois anos depois houve uma reestruturação na Empresa e fui alçado ao cargo de coordenador do núcleo de nutrição animal do Grupo Sadia. Legislava sobre tudo que envolvia rações, mas não tinha mais nenhum poder de executar nada. Era um general sem tropa, como alguns comentavam com ar irônico...

Mas os desafios eram grandes e eu trabalhei com entusiasmo. Não poucas vezes nossas recomendações não eram seguidas porque as pessoas são assim mesmo: Teimosas!

Em 1989, cansei de reclamar da qualidade do milho adquirido no mercado interno, sempre acenando para a opção de comprar milho argentino que tem qualidade superior, porque as condições de armazenamento do grão são melhores.

Meus relatórios nada adiantavam e a área comercial queria comprar milho barato, então resolvi encaminhar um alerta informando toda a Direção da Empresa, os prejuízos que teríamos se não mudássemos os procedimentos na aquisição de milho.

O número era assustador e excedia alguns milhões de dólares... E eu tinha pilhas de documentos que comprovavam aqueles números... Eu não blefava!

Mas, eu não tive nenhum sucesso nesta empreitada! Sabem o que aconteceu? Fui chamado para uma conversa e assim questionado: Dr. Pagliosa, sabe o que você conseguiu com o seu alerta a toda a cúpula da Empresa? NADA, você não conseguiu nada... Só causou confusão neste circo que armou. O que tem para dizer?

Respondi: Vocês me colocaram nesta função. Enquanto eu estiver nesta função vou fazer o que acho que devo fazer. Eu faço a minha parte e se vocês não fazem a parte de vocês, eu nada mais posso fazer. Eu apenas oriento, eu apenas legislo.

A conversa terminou com todos desconfortáveis...

As dificuldades, os problemas precisam ser encarados de gente... Não podem ser varridos para debaixo do primeiro tapete...

Em 1994, após longas reflexões com meus botões, decidi deixar a Empresa que servira por 22 anos... Foi difícil porque eu aprendi muito naquela Empresa, e ensinei um pouco... Tive sucessos e colecionei alguns fracassos... Tive amigos e tive pessoas que não compreendi nem me fiz compreender... Coisas da vida...

Cada um briga com as armas que possui e eu sou um incansável batalhador pelo conhecimento. É só o entendimento das coisas que nos liberta e nos dá asas para voos mais altos.

Fazer tudo conforme as convenções, conforme regras impostas com dúbia coerência, decididamente não condiz com meu estilo...

E por isso aconselho a todos que posso: “Posicione-se, faça o que precisa ser feito dando o seu melhor... Não se entregue e não desista de suas lutas”.

“Não se acovarde!”

O exemplo do jovem Sama é propício para ilustrar melhor o que penso. Ele era um judeu que não se acovardou quando os filisteus vieram para levar sua colheita. Diferentemente dos outros, Sama não permitiu que levassem os frutos de seu trabalho. Você pode ler sobre isso em 2 Samuel 23:11 e 12.

Deus agiu em favor do jovem Sama, e agirá em seu favor se você acreditar e se posicionar. Nunca desista de suas lutas. Simples assim!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 07 de maio de 2017.

Horário comercial | Pedro Israel Novaes de Almeida
27 de abril, 2017

A vida em sociedade exige algum regramento das relações e feitos humanos.

            Os maiores regramentos estão insculpidos na Constituição e Códigos, civil e penal, dentre outros.  Existem até os descumpridos Códigos de Ética.

            Povos civilizados possuem leis e normas que expressam o consenso da maioria, sem desrespeitar as minorias, e são obedecidas com naturalidade, como integrantes da cultura popular.

            Leis e normas rotineiramente desobedecidas revelam irrealismo do legislador ou ineficiência do Estado, em exigir seu cumprimento. A venda de bebidas alcoólicas a menores e o desrespeito pelo sossego alheio figuram como rotinas do dia-a-dia, apesar de vedados.

            Legislar é assumir a responsabilidade de impor a todos determinado  procedimento, podendo gerar bem estar ou inconformismos.  Se a população se refere a determinado logradouro como “Praça dos Amores”, ou a determinada rua como “rua da Biquinha”, de nada adianta a Câmara Municipal estatuir que a praça será referida, doravante, como General Eustáquio de Mello Franco, e a rua como Dilbernando Apolo do Nascimento, pois os nomes historicamente consagrados  persistirão.

            O horário de funcionamento do comércio é determinado pelos acordos coletivos e legislação municipal, representando tema de alta sensibilidade, quando indevidamente regrado. O legislador municipal encontra-se, em regra, premido pela massa de comerciários, que não raro anseia por horários e dias que permitam o maior convívio familiar.

            Ocorre que os comércios mudaram suas rotinas, inclusive para atendimento nos horários mais confortáveis aos consumidores. Grandes supermercados estendem o atendimento noite afora, e muitas farmácias funcionam de maneira ininterrupta.

            Cidades que funcionam como polo regional recebem consumidores de fim de semana, além das instaladas em shoppings, que unem passeio a consumo. O regramento de horários de funcionamento do comércio pode até representar a diminuição dos postos de trabalho, pela diminuição das horas e dias trabalhados.

            Existem, aos milhares, comerciantes que conduzem pessoalmente  seus estabelecimentos, valendo-se, quando necessário, de apoio familiar. É difícil imaginar como possam tais comerciantes serem abrangidos por acordos coletivos, se sequer empregados possuem.  É difícil imaginar como possam ser proibidos de trabalhar, no horário e dia que bem entenderem.

            Se existem comerciantes pretendendo abrir o estabelecimento, é porque existem consumidores pretendendo adquirir produtos ou serviços. Ninguém abre uma sorveteria no polo norte, apesar de permitido.

            A limitação severa do horário de funcionamento costuma agradar os que buscam meios legais de diminuir a concorrência, trazendo todos ao âmbito da própria letargia.

            A questão é complicada, merecendo debates e entendimentos à altura das reais consequências que a estipulação de horários para o comércio pode acarretar.

                                                                                     pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.       

Naturalmente bandidos | Pedro Israel Novaes de Almeida
25 de abril, 2017

Não convém divulgar às crianças, mas existem pessoas de má índole.

            Discordo da simplificação grotesca, segundo a qual o homem é mero produto do meio. Conheço pessoas, muitas, que nasceram e cresceram em ambiente hostil, vivenciando violências e desrespeitos os mais diversos, e no entanto são incapazes de qualquer maldade.

            Conheço pobres e miseráveis incapazes do mínimo roubo ou desonestidade, e conheço injustiçados que não nutrem qualquer desejo de vingança.

            Nada sei da formação da personalidade, e tampouco conheço os meandros da psicologia, mas filio-me aos meramente intuitivos, nada científicos, que juram que os homens não nascem vazios, como uma caixinha onde vamos depositando valores morais.

            Nada sei de ocultismos e teorias de ancestralidade, mas sinto que a bagagem básica das pessoas já existe na vida fetal. Podemos, tão somente, inibir parte da selvageria e crueldade natas.

            É comum irmãos, nascidos e criados no mesmo ambiente, portarem-se de maneira diametralmente opostas, e é comum filhos de pais que não prestam serem ótimas pessoas.

            Em momento de radical realismo, apimentado por visão pessimista da humanidade, não titubeamos em afirmar que a maioria das pessoas que figuram como boas são, em verdade, feras domesticadas, ou temerosas de praticar os atos que natural e maldosamente desejam.

            Nenhuma ideologia ou lavagem cerebral é capaz, por si só, de induzir uma pessoa a praticar o terrorismo, matando transeuntes que sequer conhece, explodindo crianças e envenenando multidões.

            Acredito que existe um permanente embate entre a selvageria e a civilidade, e passamos pela vida tateando a tênue linha que divide as tendências humanas.   Milionários criminosos, autoridades corruptas e déspotas em geral são, antes de qualquer classificação, pessoas más, capazes dos mais hediondos atos.

            As crises, como a que atravessamos, desvendam a maldade que causa tanta miséria e sofrimento, e a maquiagem que reveste pessoas tidas como celebridades, frequentadoras assíduas de rodas formalmente educadas e suntuosas.

            A maldade frequenta castelos e favelas, mansões e barracos, esquinas e avenidas.  Acostumada às maldades, a humanidade esquece de prestigiar e propalar os bons exemplos, confinando as dignidades ao rol de insignificâncias.

            É tempo, faz tempo, de premiar os justos, erigindo templos à virtude, e agindo como aquele que, sendo bom, justo e pacífico, não hesitou em açoitar os vendilhões do templo.  Ser bom não é ser manso.

                                                                                   pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.    

             

A Economia no Brasil e no mundo | João Antonio Pagliosa
25 de abril, 2017

Maria José Nogueira Pinto, foi uma jurista portuguesa que batalhou incansavelmente pela justiça, e ao ler a sua última crônica, saltou-me aos olhos a integridade de caráter daquela mulher. Ela travou muitas batalhas até ser vencida pelo câncer e como ela, entendo que devemos todos travar o bom combate, de que nos fala o apóstolo Paulo.

Travar o bom combate é fazermos aquilo que nos compete fazer! NÃO PODEMOS NOS OMITIR!

Travo bons combates ao alertar que em todos os novos escândalos políticos desde o caso Waldomiro Diniz em fevereiro de 2004, o centro da roubalheira institucionalizada, teve,  como endereço, o Palácio do Planalto, nos governos de Lula e de Dilma.

A corrupção generalizada nos levou ao caos, e enquanto o poste Dilma se dizia triste sempre que uma nova bomba vinha à tona, ao longo de todo o seu governo, todos os brasileiros esperaram em vão, o falastrão-mor desmontar a farsa do mensalão conforme prometera. Lula é um mau caráter e um farsante de longa data... Quem o defende, ou é cego ou é cúmplice!

Hoje o  que mais preocupa o brasileiro é a corrupção endêmica, responsável pela agrura de milhões de cidadãos que sofrem pela ganância cega de insanos nada consequentes. Mas, cadê o desmonte? Ora, Lulla só enganou e só trapaceou... Lulla continua enganando e trapaceando porque ele não tem alternativa... Lulla é Lulla! Um poço de incongruências!

Mas, tudo está sendo esclarecido pela Operação Lava Jato, e o juiz Sergio Moro é o regente desta que é a maior devassa da justiça aos políticos corruptos, na história do Brasil. A justiça tarda, mas a justiça não falha! Já são três anos de trabalho com pressão de todos os lados... E Moro não esmorece porque sabe que tem os cidadãos brasileiros do lado dele. Moro sabe que trava o bom combate!

Crises econômicas sérias aconteceram no mundo recentemente, e atingiram países muito ricos como  os USA e a Alemanha, por exemplo, porém eles se recuperaram rapidamente da crise financeira que atravessaram.

O ponto forte de países economicamente robustos é o ajuste das contas públicas. Esta é coisa que no Brasil, só prometem, ano após ano, eleição após eleição, continuando a jogar para o futuro, as insolvências cometidas no presente. Isso precisa acabar, e Temer sabe muito bem disso! O Brasil não cabe no seu PIB! Simplesmente não cabe... É preciso acabar com os altíssimos salários dos homens públicos... Falta teta... Falta muita teta...

Se falta teta é preciso eliminar bocas ávidas...

Mas, aqueles que detém o poder aqui no Brasil, sempre colocam o próprio interesse em primeiro lugar. A preocupação com quem os sustenta, que é o trabalhador brasileiro, é mero efeito colateral, algo que os preocupa quase nada... Isso urge mudar e começa pelo voto consciente...

Prezado leitor, nunca a humanidade conheceu evolução tão rápida. Nunca o conhecimento, a ciência e a tecnologia foram tão acessíveis. Nunca os celeiros e lagares estiveram tão abarrotados de alimentos... Mas apesar de tudo, metade da população mundial não consegue viver dignamente, não possuem o minimamente básico, e cada novo dia é uma nova luta pela sobrevivência.

Uma renda digna, em nosso querido Brasil, menos de dois por cento da população, aufere. Que loucura!

Assim, se você crê possuir informação que seja benéfica ao próximo, repasse-a. Se você crê possuir alguma habilidade, utilize-a em benefício de todos, independentemente de qualquer coisa e não se preocupe com críticas.

E recordo Cora Coralina: “Plante, semeie, faça o melhor que puder e não se preocupe com o resto. Alguém colherá os frutos de sua ação e isto é mais que suficiente.”

Sabemos hoje que as pessoas tornam-se mais inteligentes a partir da meia idade. Claro que é normal esquecer nomes, esquecer detalhes de algum fato, entretanto, o raciocínio torna-se mais afiado, mais rápido, porque o excesso de informações armazenadas no cérebro, aliado a intuição, fruto de experiências de vida, permitem pegar as coisas no ar, captar e entender situações não bem esclarecidas, permitem ler nas entrelinhas.

A ressonância magnética consegue flagrar o cérebro em pleno funcionamento e sabe-se hoje, que o raciocínio complexo, usado para encontrar soluções numa análise de situação, é bastante aprimorado com a idade. Não é à toa que as Empresas começara a ver com outros olhos os funcionários com mais idade... É preciso valorizar a experiência de quem já viveu um pouco mais.

Estou evidenciando isto porque ao me aproximar dos 69 anos, sinto-me na plenitude, no auge de minha capacidade mental e sei que muitos vivem momentos cruciais com relação ao seu próprio envelhecimento...

Voltando a crise econômica brasileira, os  momentos são realmente difíceis, porém a origem é invariavelmente a mesma: As pessoas gastam muito além do que arrecadam! As pessoas precisam aprender a viver com pouco se elas ganham pouco...

A crise econômica vem afetando nações que há poucos anos atrás mostravam robustez financeira e os governos procuram abrandar a situação, acobertar os problemas. Recordo o caso da Islândia, onde as riquezas naturais (pesca) deixaram de ser exploradas porque todos queriam se sustentar com a ciranda financeira...Ora, o povo precisou voltar à pesca.

Dá trabalho, mas dá dinheiro!

Lembre-se que políticos são insensatos, eles não vacilam e forjam números, mascaram contabilidade, fazem malabarismos com as contas, porque precisam acalmar instituições financeiras, o mercado externo e interno, mas principalmente, acalmar sua população.

Como já vivi um pouco acima da média de meus leitores, creio perceber alguns detalhes simplórios, mas que fazem muita água para afundar barco de qualquer tamanho.O detalhe fundamental no desequilíbrio das contas de todas as origens é o consumismo desenfreado. As pessoas, as empresas, os governos de todo o mundo, gastam muito além de sua capacidade de pagamento e se endividam. Compram o que não precisam e enfim, gastam muito e mal.

O Brasil (e sua população), além de não poupar, e agir como se fora um país rico, possui dívidas estratosféricas que mui breve chegará ao valor de nosso PIB. Só um exemplo: recentemente foi noticiado que 78% da população ativa de Curitiba possuem dívidas e estão inadimplentes. Como é possível isto? Na Curitiba de primeiro mundo, em princípio tão rica e tão culta... As aparências enganam...

Os Estados Unidos, a maior potência econômica do planeta, já ameaçou moratória ao mundo no início de agosto de 2012. Será que há alguém capaz de aquilatar os prejuízos de uma ação destas? Vamos acreditar em quê, se o mais rico não pode pagar suas contas? E o Brasil é apenas o quarto maior credor dos norte-americanos... Nós precisamos acreditar em nós próprios...

Eu fico inconformado quando percebo que nossos governantes sempre hesitam ante a necessidade de cortar custos, ou cortar benesses.

Isto me lembra Confúcio: “Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente”.

E, quando ocorre uma crise financeira, o déficit de países obriga a efetivação de mais empréstimos e os bancos não vacilam em liberar mais dinheiro porque possuem uma alta garantia de liquidez. Afinal, o estado é soberano na emissão de dinheiro.

Entretanto, a administração do fluxo monetário está nas mãos da iniciativa privada e as leis de mercado obviamente não desaparecem por decretos governamentais. É por isso que Governos, empresas e pessoas, devem aprender a não gastar acima do que auferem.

Governos, empresas e pessoas, devem punir àqueles que se apropriam de bens que não lhes pertencem.Governos, empresas e pessoas, devem pedir ajuda quando se dão conta de sua incompetência.

E nunca se compare com ninguém. Isto é insanidade.

Com carinho

João Antonio Pagliosa é Engenheiro Agrônomo pela UFRRJ em 1972. www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 20 de abril de 2017.

Influenciador ou influenciado? | João Antonio Pagliosa
21 de abril, 2017

"Quando a mulher viu que a fruta da árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou o fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também".

Esta palavra merece sua reflexão.

A maioria conhece a história da queda do homem. Você poderia estar no paraíso, poderia conversar todos os dias com nosso Pai, poderia viver em harmonia com tudo... E isso foi perdido por desobediência a Deus.

SERÁ QUE SOU UM INFLUENCIADOR OU UM INFLUENCIADO?

Você tem sido influenciado por algo, ou por pessoas que não andam em caminhos retos?  Ou você tem sido um influenciador demonstrando que o mal só traz prejuízos e perdição? Você precisa ser espelho vivo de Jesus para outras pessoas, precisa ser uma benção na vida daqueles que o rodeiam.

Jesus disse que enquanto estava no mundo ele era a luz do mundo, e quando foi para o céu ele nos deixou como representantes. Precisamos representá-lo à altura... Ele merece todo o nosso esforço...

COMO O INIMIGO NOS INFLUENCIA?

Ele criou armadilhas para confundir Eva... E ela ficou maravilhada quando imaginou que poderia ser como Deus... E arrastou Adão para também comer do fruto proibido....

Aqueles que querem ver você na lama, agem mais ou menos assim:

1º Tentam faze-lo pensar que o que é bom, é ruim, e vice-versa...

         Esta foi a primeira coisa que o inimigo usou pra iludir Eva. Ele lhe disse: "Olha  só que fruta bonita... Experimente, você não vai morrer não... Se a comer, você vai abrir seus olhos e será como Deus... Saberá sobre o bem e sobre o mal...

            Mentira é a única coisa que o diabo criou... E com a mentira ele ilude muitos... Manhoso, esperto, manso e quieto, ele adentra espaços e ali planta muita informação errada...

 Cuidado, pois foi assim que o inimigo tirou a paz da humanidade... Não se deixe influenciar pelas maldades e pelas coisas deste mundo!

2º Tentam mexer com seus sentidos

            O diabo é  persistente e não desiste nunca... Ele vai atingir seus pontos fraco... Agirá na sua visão, na sua audição... Em tudo que puder para derruba-lo... Cada um de seus sentidos será testado. Não se deixe influenciar... Mantenha-se longe do pecado...

COMO SER UM INFLUENCIADOR?

1º Ser espelho de Cristo

            Sabemos como Jesus foi, é e será uma super influencia para toda a humanidade. Gosto de defini-lo como o maior "coach" da história da humanidade.  Ele  ama a gente,  é o nosso Criador e nosso irmão mais velho!

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 11:1, escreveu assim: "Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo."

2º Guardar sua Doutrina

            Doutrina é um conjunto de ideias  em um sistema filosófico, político ou religioso. Assim, para ser influenciador, precisará guardar os mandamentos de Deus. Jesus foi uma pessoa que pregou o amor do Pai... Porque o amor é o sentimento mais lindo,  a base de tudo o que é bom, útil e saudável!

Em 1º Timóteo 4:16, lemos: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.”

Se guardarmos os mandamentos do Senhor,  seremos influenciadores, seremos salvos e salvaremos aqueles que nos ouvem... Aleluia!

Graça e Paz... E uma santa Páscoa a todos, com o amor de Cristo!

Curitiba, 14 de abril de 2017.

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Veneno ou remédio | Pedro Israel Novaes de Almeida
11 de abril, 2017

Os agrotóxicos, carinhosamente apelidados de “defensivos”, são frequentadores habituais de manchetes escandalosas, que alarmam e deixam apreensiva a população.

            O surgimento de pragas, plantas invasoras e doenças, constituem a inevitável rotina das atividades agrícolas, e causam, não raro, prejuízos, expressivos em grandes cultivos. Em verdade, representam a consequência natural da implantação generalizada de uma mesma espécie vegetal, tornando a paisagem monótona e de pouca diversidade.

            Os defensivos agrícolas, a julgar pelos ritos formais de aprovação pelos órgãos competentes, devem ser prescritos por profissional habilitado, e tal prescrição deve envolver o tempo mínimo necessário para que o produto agrícola possa ser consumido, sem riscos à saúde do consumidor. As prescrições envolvem também os cuidados com o meio ambiente e pessoal envolvido na aplicação.

            O surgimento de níveis tóxicos, nos alimentos disponíveis ao consumidor, revela erros de prescrição e aplicação, expressamente vetados pelas normas que regem a matéria.  Tal ocorrência representa um grave risco à saúde e ao meio ambiente, argumentando, com razão, as mais escandalosas manchetes.

            Os defensivos, assim como os remédios humanos, podem curar ou matar, se mal prescritos ou manejados.  As ações do Poder Público, na fiscalização e controle dos defensivos, são incipientes, poucas e até irresponsáveis.

            É falsa e ideológica a distinção entre a agricultura comercial, agricultura familiar e agricultura orgânica, baseada unicamente na dimensão dos cultivos. A agricultura familiar e orgânica tem por mote a alimentação de pessoas, mas é a agricultura comercial que alimenta o país.

            A agricultura orgânica, sabidamente saudável e empregadora, é incapaz de alimentar grandes contingentes humanos, e representa alto nível tecnológico. Segue em franca ascensão, alavancada pelo propalado risco de malversação de defensivos agrícolas.

            A agricultura comercial vem tendo sucessivos ganhos de produtividade, dispensando a abertura de novas áreas e desmatamentos. Grandes cultivos necessitam de relatório prévio de impacto ambiental, e aprovação oficial.  A pesquisa científica é intensa, mais realizada pela iniciativa privada, em virtude do desprestígio com que os orçamentos públicos contemplam nossos institutos e pesquisadores.

            As feiras livres são pouco aproveitadas, como reveladoras de uso inadequado de defensivos e ambiente propício à assistência técnica.  O apoio à produção agrícola é ausência constante, nos milhares de municípios onde a maior preocupação diz respeito à conservação de estradas.

            Os defensivos agrícolas são inofensivos. Perigosos são os que os aplicam de maneira irresponsável, e criminosos os técnicos que emprestam carimbos para compras e usos proibidos.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.                

Empregabilidade | João Antonio Pagliosa
11 de abril, 2017

A sociedade brasileira está fazendo muito pouco para aumentar a empregabilidade no país.... Treze milhões de desempregados, e no mínimo 11 milhões de subempregados, parece não preocupar muito nossos cidadãos empregados, nossos empresários, nossas autoridades políticas de todos os níveis.

Muitos estão sem condição nenhuma de prover

seus próprios lares, e isso é extremamente injusto, e de uma falta de humanidade atroz. 

A crise econômica começa a arrefecer, porém ainda é tênue a recuperação em alguns setores e a recessão ainda continua. 

O estrago provocado pelos políticos nos últimos quinze anos foi de lascar!

Muitas pessoas só estão comprando o essencialmente básico, uma vez que o dinheiro é muito curto.

Nosso PIB é pequeno demais para o consumo do povo brasileiro e o crédito estancou porque o credor gastou além do que poderia. As pessoas, regra geral, ostentam o que não podem ostentar. É preciso repensar seu "modus vivendi"... É preciso cair na real!

 E eu só vejo gente correr atrás de concursos públicos... E o Estado só se agiganta e compromete cada vez mais o seu caixa. Esta cifra enorme de desemprego tem causas que precisam ser compreendidas e superadas.

O desemprego natural de um país precisa estar numa faixa de 4% a 6%, no máximo, e o sistema econômico, por si só, tende a eliminar o desemprego, (Se o Estado não intervir demasiado, evidentemente).

Por que o desemprego não está diminuindo se a economia começa a dar sinais de recuperação?

A principal razão é o gigantismo do Estado!

Quanto mais o Estado se mete na economia, mais ele atrapalha o sistema econômico. E isso se reflete quase imediatamente na vida do cidadão!

Empresas Públicas constituem um erro! Elas não são necessárias! Precisamos privatizar todas as Estatais porque elas são um antro de homens corruptos!

A Justiça do Trabalho extorque o patrão de longa data! 

Extorque até a dona de casa que dá emprego com carteira assinada, e isso gera um desconforto tal que patrões eliminam empregos sempre que possam... Eles sabem que não escaparão do prejuízo no final de cada contrato de trabalho.

A regulação em vigor fortalece a ameaça que é a rotineira visita de um simples fiscal do trabalho nas Empresas. Como vimos por ocasião da Operação Carne Fraca, isso propicia inúmeras situações de extorsão sobre produtores e empresas. E isso é terrível para nossa economia!

Urge MUDAR! Porque há uma completa inversão de valores no sistema.Para que aqueles que possam empregar, de fato empreguem! Para aqueles que podem aumentar a produção, de fato aumentem!

E pessoas com menor escolaridade e menor treinamento são os que mais sofrem com a destruição de vagas. Esses estão condenados a ficar à margem do processo econômico.

O gigantismo do Estado obriga-o a tributação pesada, e isso impossibilita ou dificulta a formação de poupança nas Empresas, para investimento futuro. Aliados aos riscos jurídicos, decorrentes da Justiça Trabalhista, muitos empresários não tem nenhuma disposição de ofertar emprego.

Muitas políticas econômicas socialistas foram implementas sob o discurso de aumentar o emprego e a renda dos trabalhadores. Essas políticas conseguiram exatamente o efeito contrário. 

A economia precisa liberdade para funcionar a contento! Precisamos reduzir a carga tributária, reduzir a regulação e essencialmente acabar com a CLT, criando algo novo e compatível para empregado e para empregador.

A contribuição sindical obrigatória é um escárnio!

Há riqueza para todos... É preciso trabalhar e saber dividir com sabedoria...

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 10 de abril de 2017

 

Medo de morrer | João Antonio Pagliosa
11 de abril, 2017

Não são poucos aqueles que vivem com medo de morrer... Tais pessoas, pelo medo exagerado de morrer, não vivem a plenitude da vida... E sofrem demasiado, sem qualquer razão lógica.

Em 2 Timóteo 2:4 a 6, o apóstolo Paulo prevê o seu martírio e escreve a seu discípulo: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido em libação, e o tempo de minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”

O apóstolo Paulo compara-se a um cordeiro que é ofertado em sacrifício ao Senhor. Uma oferta agradável a Deus!

Queridos, nós também precisamos estar prontos para partir. Considero que desenvolver este sentimento, é assaz importante porque jamais podemos olvidar que somos seres espirituais. Seres espirituais são eternos, não há, portanto, nenhuma lógica em ter medo de morrer.

Paulo estava seguro que cumprira muito bem o seu papel, e isso lhe garantia a coroa da justiça, por ocasião de sua partida deste mundo. Ele seria julgado por um reto juiz... A coroa da vida lhe seria outorgada, porque fizera por merecer!

Na carta aos Filipenses, Paulo diz no versículo 21 do capítulo 1, que para ele, o seu viver é Cristo e o seu morrer é lucro. Nos versículos seguintes ele explica que a sua vida terrena é levar a  palavra de Deus, e isso é o fruto de seu trabalho. Mas, ele sabe que ao morrer estará para sempre com Cristo, no paraíso. Ora, isso é infinitamente melhor... Por isso é LUCRO!

Mas, nenhum de nós quer morrer, não é? Nós nos envolvemos e nos apegamos com as coisas deste mundo... Desenvolvemos amor por pessoas... Desenvolvemos amor por muitas coisas do mundo... E quando amamos, não queremos deixa-las...

Mas, será preciso... Nós não fomos criados para este mundo.

Há os que temem a morte... E há muitos homens e mulheres que desejam a morte...

E a desejam porque estão perdidos, desesperançados, desiludidos, desencantados com tudo e com todos... São pessoas fracassadas... E são fracassados porque vivem longe de Deus!

Este não era o caso de Paulo que via a morte como puro lucro. Paulo, desde que conhecera Jesus, era um homem sempre muito entusiasmado. Ele trabalhava incansavelmente para levar a todos a Palavra de Deus.

Prezado leitor, nós não temos ideia do que é o céu! O que Deus preparou para os seus eleitos, irá superar em muito as nossas expectativas...

Palavras não conseguem traduzir todas as maravilhas que Deus  reservou... Porque Ele é bom demais!

Precisamos estar prontos para partir. O estar pronto, obviamente é ter coisas importantes para apresentar a Deus. As ações é que contam!

E precisamos viver crescendo e amadurecendo em fé. O reino de Deus é conquistado também na força, na guerra, na violência... Afinal, tudo é guerra espiritual... E o campo de batalha é a nossa mente...

O próprio Jesus disse estas coisas aos seus discípulos... Urge, pois, que estejamos preparados para sermos tomados por Deus. Sem nenhum temor, sem nenhum medo, sem traumas... A passagem precisa ser suave... Tranquila!

Como temer a morte se um mundo de maravilhas nos aguarda?

Deus é muito bom... E nos ama demais... ALELUIA!

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Estamos evoluindo | Pedro Israel Novaes de Almeida
04 de abril, 2017

Apesar dos pesares, e aos trancos e barrancos, vamos evoluindo.

            A evolução que experimentamos só pode ser considerada efetiva e duradoura enquanto intuída e praticada pelo conjunto da sociedade. Assim ocorre em relação aos preconceitos.

            Hoje, nenhum aglomerado humano convive pacificamente com o preconceito de cor, na verdade preconceito social e econômico. Um imbecil qualquer é imediatamente contido, e até agredido, se manifestar qualquer resquício de preconceito.

            O assédio, outrora manifestação de virilidade, tem hoje a unânime feição de desrespeito humano, isolando socialmente o cidadão. Cidadãos que equipam veículos com potentes sons atraem condenações as mais diversas, uma vez que molestam a maioria das pessoas. Buscando o reconhecimento de posses e poderes, a atitude, hoje, parece cada vez mais idiota, revelando uma mente em busca de visibilidade, a qualquer preço.

            Resta, ao aparato oficial, refletir as evoluções nascidas no meio da sociedade, dando-lhe feição legislativa e repressão.  Assim, alguns municípios já legislam a proibição de rojões sonoros, modalidade de barbárie sem qualquer utilidade e enorme efeito perverso, em pessoas e animais.

            Hoje, arrisca-se ao linchamento o cidadão que maltrata animais, cada vez mais protegidos. Por outro lado, diminui o número, ainda grande, de pessoas que emporcalham o ambiente, descartando lixo em local inadequado.

            Escrevo sob o som de música horrível, tocada a quilômetros de distância, em feira agropecuária anual. Tal ocorrência, sob chancela oficial, pode ter início altas horas da noite, em plena madrugada, em flagrante desrespeito coletivo.

            O fato de tratar-se de festa anual e passageira não arrazoa o malefício do som exagerado, em campo aberto. Se Asilo, Casa da Criança, Instituto Histórico, Liga das Senhoras, Academia de Letras, Lar de Animais Abandonados, Alcoólicos Anônimos, Centro de Tradições, e tantas outras instituições úteis, optarem também por festas anuais e passageiras, viveremos em pleno inferno.

            Os poderes constituídos podem e devem acompanhar e sedimentar as inovações nascidas no meio da sociedade, dando-lhe efetividade. No caso das perturbações do sossego, público ou privado, ainda habitamos a idade da pedra.

            Precisamos, ainda, deixar de mesuras, aplausos incondicionais e servilismos, em relação a notórios corruptos ou sabidos aproveitadores da coisa pública, pelo simples fato de ostentarem cargos e poderes. Quando alguém que ocupa cargo importante inicia uma piada, a maioria das pessoas ainda tem crise de riso, antes mesmo do fim da história. É uma pena !

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.     

               

Revolução eletrônica | Pedro Israel Novaes de Almeida
30 de março, 2017

As redes sociais revolucionaram o convívio humano.

            Frequento, há alguns anos, o Facebook, e cheguei ao ambiente como um elefante em loja de cristais. Rever e conversar com amigos é sempre uma satisfação.

            Houve um tempo em que a comunicação era feita por cartas, sempre demoradas, e telefone, perpetuamente caro. O e-mail, instantâneo, já havia cumprido sua função, suplantando o próprio fax.

            Outrora, os carteiros eram ansiosamente aguardados, e hoje dedicam a maior parte do tempo entregando os antipáticos boletos. Como a maior parte dos funcionários públicos, também foram atingidos por gestões partidarizadas e primárias, vivendo agora a ameaça de desemprego.

            As redes sociais, e a própria internet, deprimiram o campo de trabalho dos viajantes, que carregavam mercadorias, como mostruário a encomendas do comércio. O comércio eletrônico ameaça o comércio estabelecido, pois não se limita a determinado endereço, mas frequenta todos os ambientes.

            Reside na informação o grande trunfo das redes sociais. Até pouco tempo, as notícias eram pouco disseminadas, quase sempre superficiais e nada comentadas.

            As redes também desinformam, disfarçam batalhas comerciais, demolem biografias, estimulam preconceitos e geram inimizades. Como todo centro de vivência humana, exigem algum preparo para filtrar idiotices e malevolências, separando verdades e mentiras, boas e más intenções.

            As redes permitem o acesso a livros, palestras e publicações, contando ainda com voluntários, que ensinam utilidades e demonstram sensacional bom humor, montando cenas e frases que animam o dia e desmistificam fatos.

            O poder das redes sociais intimida poderosos e sistemas, socializando o conhecimento e tornando públicos os feitos e desfeitos que jamais poderiam ficar ocultos. As redes tornaram efetivos os enunciados de publicidade e transparência, que jaziam no texto constitucional.

            Poderosas, atraem o inconformismo dos que insistem em gerir bens e interesses públicos como se pertencessem à seara privada. Não são poucas nem desprezíveis as tentativas de censura ao conteúdo postado.

            Excessos e abusos podem e devem ser arguidos na esfera judicial. As redes também documentam criminosos demonstrando riquezas que jamais possuíram.  

            Funcionam como apelo de socorro, na busca de auxílio e medicamentos, e acabam palco de grande feira livre, em vendas e permutas de bens e serviços. As redes trazem companhias e convivência, aos solitários.

            As redes jamais serão recatadas e ordeiras, pois são núcleos humanos, com todos os ingredientes de maldades e boas intenções, construções e demolições. Assim como na vida, temos nas redes a opção de escolher amizades e conteúdos. São, de fato, uma revolução !

                                                                                      pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

Praças antigas | Pedro Israel Novaes de Almeida
21 de março, 2017

Eram interessantes as pequenas cidades do interior.

            Ao centro, uma praça, e nela uma igreja, em terreno doado por algum fazendeiro. Na época, nenhum herdeiro reclamava da doação, prática comum em nossos dias.

            Houve um tempo em que as praças eram centros de convivência, ao contrário de hoje, transformadas que foram em simples atalhos. O ambiente da praça sustentava muitas famílias.

            Havia o pipoqueiro, o vendedor de quebra-queixo, amendoim e geleia; o sorveteiro, que vendia gelo colorido e o dono do serviço de alto-falante, vendedor de propaganda e recados, além do proprietário da banca da esquina. Um velhinho da prefeitura, portando um pedaço de pau, cuidava da integridade dos canteiros.

            Não raro, uma estátua homenageava alguma figura de relevo na cidade, cuja biografia comentada era menos elogiosa que aquela produto de algum parente ou historiador amigo. Figuras ilustres eram referidas como coronéis, embora sequer tivessem frequentado o Tiro de Guerra.

            Comércio e bancos instalavam-se nas redondezas da praça, e bastavam uns poucos quarteirões para o cidadão ser considerado como habitante de algum bairro. Adolescentes cultivavam inimizades entre os bairros, criando grupos cujos encontros geraram severa pancadaria.

            A praça era o palco preferido para os começos e fins de namoro. Eram comuns, e conhecidíssimas, as meninas, moças e mulheres que permitiam intimidades sem qualquer compromisso ou namoro, verdadeiras voluntárias do sexo. Em desrespeito às aves, eram referidas como galinhas.

            Os bêbados da praça eram populares e figuras frequentes, assim como os cachorros de sempre, mansos, amigáveis e não raro famintos. Grupos de pessoas formavam cordões humanos que caminhavam em sentidos opostos, como uma grande vitrine e mostruário.

 

            Pontualmente, às 22:00 horas, os alto-falantes eram desligados, e a maioria dos frequentadores tomavam o rumo da casa. No senso popular, nesse horário começava a madrugada.

            Famílias circulavam em torno da praça, em veículos, e era possível estacionar sem grandes dificuldades. Eram poucos os veículos, e a maioria das casas sequer tinha garagem.

            Os perigos da época eram os bêbados violentos, cachorros bravios ou loucos e a turma do bairro adversário. O chamado marca-passo era mantido à distância, por imprevisível.

            Havia convivência humana, e as fofocas eram disseminadas com rapidez. O cinema, sempre perto da praça, incluía um seriado após o filme principal, acompanhado pelo intenso sapatear do público.

            As chamadas filas bobas, que congestionavam as bilheterias, sem nenhuma venda, foi a primeira modalidade de manifestação pública, quando de algum acréscimo exagerado no preço do ingresso. Namoros mais desenvoltos eram inibidos pela ação dos famosos “lanterninhas”.

            As praças de hoje são inseguras e pouco frequentadas. Uma pena !

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

Fim de linha | Pedro Israel Novaes de Almeida
16 de março, 2017

 

Nossa tumultuada e quase ilusória democracia atravessa seu momento mais crítico.

            Presidentes, ministros, senadores e deputados, da atual ou passadas gestões, às centenas, figuram em lista oficial para serem investigados, por crimes que vão de corrupção a formação de quadrilha, passando por lavagem de dinheiro e inidoneidade de informações prestadas à justiça eleitoral, dentre outras.

            Assaltos ao erário e desvergonha no desempenho dos mandatos, desde 1.500, figuraram como ingredientes naturais de nossa anedótica história, transcritos ao senso popular como inevitáveis ocorrências, amenizadas pelo tão repetido refrão “rouba mas faz”.

            A corrupção brasileira de há muito deixou de ser uma apropriação de parcela de coisa coletiva, para ser a apropriação da coisa inteira. Os crimes de outrora geravam comodidades e algumas riquezas, mas os atuais geram fortunas e impérios, cruzando fronteiras e internacionalizando recursos financeiros.

            A busca criminosa pelo recurso público tornou-se insaciável, sempre instrumentada pelo poderio associado a cada cargo ou função. São marginais em traje de gala, com discursos maravilhosos e, quase sempre, acreditados.

            A corrupção sempre teve, como vítimas, as necessidades mais prementes da população, sucateando o ensino, a saúde, a educação e a segurança públicas. Em pleno século 21, a maioria dos brasileiros ainda vive em ambiente de insalubridade.

            A crise, instalada pela conjunção de corrupção e ineficiência, chegou a ponto de frustrar o próprio recebimento de salários, por funcionários públicos de diversos estados da federação. O país está, literalmente, falido.

            A esperança começa a surgir, nas ações certeiras da polícia, justiça e promotoria, todos funcionários públicos, além de setores da imprensa. Minoritários, políticos honestos continuam a clamar no deserto, com as biografias abaladas pela enxurrada de escândalos que diariamente surgem, tratando de seus pares.

            Ocorre que os corruptos persistem poderosos, e não ficarão inertes, enquanto aguardam condenações, na lenta caminhada pelos meandros e trucagem jurídicas. A saída, nada honrosa, é legislar pela própria absolvição, ou penas diminutas, na absoluta indisposição para uma renúncia coletiva, esta sim, honrosa.

            Por séculos, nosso desavergonhados demoliram instituições e fulminaram qualquer conteúdo partidário, mas restaram brasileiros, funcionários públicos ou não, capazes de combater o desmonte de nossa democracia.

            A população deve, sob pena de habitar o inferno, abandonar sua imbecil tendência para dividir-se em militâncias de partidos vazios e figuras desacreditadas, para ladear os heróis que perseguem e tentam aprisionar os vermes que geraram e sustentam tamanha insensatez de políticos.

            A Lava Jato não pode ser enfraquecida, e nosso judiciário deve operar com mais celeridade.      O tempo labuta em favor dos corruptos. Convém encurtá-lo.

                                                                                  pedroinovaes@uol.com.br

            O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado. 

Febre amarela e Dia da Mulher | João Baptista Herkenhoff
13 de março, 2017

Este artigo trata de dois temas opostos: febre amarela é morte, mulher é vida.

          Comecemos falando da febre amarela.

          Uma moléstia, que se supôs erradicada desde 1907, pelo menos em parte do território brasileiro, volta a assustar. Trata-se da febre amarela.

          As pessoas estão procurando, espontaneamente, os postos de vacinação, a fim de defender-se da doença mortal. Em nosso Estado, milhares de pessoas já foram vacinadas e outras milhares aguardam sua vez de receber a agulhada que salva.

          Oswaldo Cruz, o maior sanitarista na História do Brasil, pretendeu estabelecer a vacinação em massa para combater os surtos de varíola, doença que estava fazendo milhares de vítimas.

          Os jornais da época colocaram-se contra Oswaldo Cruz. A Escola Militar da Praia Vermelha levantou-se contra a pretendida vacinação compulsória.

          Enquanto no Brasil o grande Oswaldo Cruz era massacrado, fora de nossas fronteiras o mundo científico rendia homenagens ao brasileiro que nasceu no interior do Estado de São Paulo, na pequenina São Luís de Paratinga.

          Argumentava-se que ninguém pode ser vacinado contra a própria vontade. Isto feriria a liberdade individual. Esqueceram-se os opositores da vacinação que as doenças endêmicas colocam em risco as pessoas em geral. Mais que afronta à liberdade individual de alguns, isto afronta o direito de todos à vida.

          Como a História caminha a passos vagarosos! Como é difícil vencer os preconceitos! Como é penosa a estrada dos pioneiros!

          Como seria um ato de Justiça que todo cidadão, ao ser vacinado, agradecesse em silêncio: “obrigado, Oswaldo Cruz.”

          Ao homenagear Oswaldo Cruz, quero relembrar dois outros grandes sanitaristas brasileiros: Carlos Chagas, descobridor da doença de Chagas, e Adolpho Lutz, que descobriu a pasteurização do leite.

          Já que acabamos de celebrar o Dia Internacional da Mulher, não podemos omitir a homenagem às mulheres do Brasil.

Oito de março lembra um episódio trágico: as 129 mulheres que morreram queimadas, dentro de uma fábrica de New York, porque reivindicavam condições dignas de trabalho.

Mas não queremos relembrar New York e esquecer Leopoldina, em Minas Gerais, onde nasceu Jerônima Mesquita.

Num tempo em que as mulheres eram relegadas a uma situação de completa inferioridade, Jerônima Mesquita lutou pelo reconhecimento do valor da condição feminina. Conclamou mulheres à luta, desenvolvendo a primeira ação coletiva e organizada, em favor dos direitos da mulher no Brasil.

Viva Oswaldo Cruz! Viva Jerônima Mesquita! Viva a dignidade humana! Viva a luta pela Justiça e por um mundo melhor! Viva a igualdade entre homens e mulheres!

 

João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES), palestrante e escritor. E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com