Defesa da conservação do patrimônio artístico de Avaré

Defesa da conservação do patrimônio artístico de Avaré Fonte da Foto: Gesiel Junior

Em meio à polêmica aberta sobre a remodelação da praça da igreja da Brabância, o pesquisador Geisel Júnior fez a seguinte postagem para expor à sociedade avareense o porquê do seu questionamento nas obras feitas pela Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. 

O texto aborda o tema com a seguinte exposição para compreensão do público:

- Pela conservação do patrimônio artístico

::: Em três contextos.

I - Em setembro de 1987, durante a gestão do prefeito Paulo Dias Novaes e do paroquiato do padre Orestes Gomes Filho, o município contratou os serviços da empresa de Eduardo Teixeira para calçar e ornamentar com pedras portuguesas o piso da Praça Conceição Borges, onde está erguida a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima.

= Avaré ganhou uma bela obra de arte no desenho estilizado da padroeira com os três pastorinhos no piso central da praça.

II - Em meados de 2018, o padre Edélcio Soares, atual pároco de Nossa Senhora de Fátima anunciava, pelas redes sociais, a ampliação do templo com fachada nova e duas torres. Se concretizada a pretensão, isso fatalmente faria a Praça Conceição Borges desaparecer, incluindo o mosaico português e todo o seu paisagismo original.

= Consequentemente, Avaré perderia uma das peças raras do seu patrimônio artístico, obra do projetista Eduardo Teixeira.

III - Em janeiro de 2019, a Praça Conceição Borges teve removidos os seus canteiros e pisos laterais, a partir de projeto para sua remodelação a fim de abrir vagas para estacionamento de veículos e mais espaço para a Festa do Milho Verde, conforme explicou o pároco atual em entrevista à imprensa, em resposta aos questionamentos que fiz na terça-feira à tarde.

= Apesar das intervenções, ao menos o mosaico central foi poupado, ainda que a praça esteja agora desfigurada...

Conclusão:
- Clareados os fatos, em meio às dúvidas, houve até censuras ao meu questionamento pelas redes sociais. Porém, o importante, sobretudo, é a garantia de que o mosaico português será preservado.

Prossigamos atentos. 
Afinal, a Igreja, entre santos e pecadores, caminha pisando também sobre nossos bens culturais.

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