Jô Silvestre: um governo de incoerência e inconsistência

Jô Silvestre: um governo de incoerência e inconsistência Fonte da Foto: Jornal do Ogunhê

A sessão de câmara da noite do dia 08 de janeiro ficará marcada, além de ter como pauta o primeiro pedido de cassação do prefeito Jô Silvestre em 2 anos de governo, também por inúmeras situações inusitadas, entre pesadas acusações, manifestações acaloradas na “plateia” e reações surpreendentes entre os parlamentares, várias situações e posturas mostraram-se incoerentes e inconsistentes no plenário.

E uma delas, que chamou mais a atenção,  foi o fato de um cartaz (foto acima) conclamar uma das empresas mais fortes, e uma das que mais empregos gera no município, a se retirar da cidade, o que nos leva a uma reflexão. Afinal, o que levaria, um aliado de um prefeito, levar consigo para a Câmara e, em público, erguer um cartaz com uma frase contundente em relação a uma empresa pelo simples fato de a mesma ter como proprietário um vereador que, fazendo uso do que lhe confere o processo democrático, é oposição ao alcaide.

A frase “FORA LORSA” em destaque no cartaz é um paradoxo ao que prega o plano de governo de Joselyr Filho, que traz no referido plano o compromisso “Aumentar os postos de trabalho, reativando as atividades produtivas e impulsionando setores de maior geração de empregos, tais como: construção civil, micro e pequenas empresas e agricultura familiar;”

“E A GRANDE TACADA NA GERAÇÃO DE EMPREGOS. Constituir, instalar um mega PARQUE INDUSTRIAL, na beira da Rodovia Castelo Branco – SP-280, dentro do município de Avaré, para fixar industrias de porte grande; quais além de gerar empregos, muito contribuirão para o crescimento econômico da nossa cidade”. Total incoerência entre estar alijando uma empresa que, diretamente, emprega mais de 700 funcionários na cidade, fora os empregos indiretos, e ter em seu plano de governo tópicos voltados para a geração de empregos como promessa de campanha. E total inconsistência, pois, não há qualquer lógica entre as duas ações que, no afã de atacar um opositor, acaba por posicionar-se contrário às mais de 700 famílias que dependem dessas vagas oferecidas pela empresa. O que diriam essas pessoas ao saberem que o prefeito está, de maneira contundente, mandando para fora do município a empresa que os mantém empregados, porque, dentre essas centenas de pessoas certamente há inúmeros de seus eleitores, ou seja, aqueles que confiaram o seu voto ao prefeito.

Fica aqui um alerta a Jô e seus asseclas para que seja mais racional, e por que não dizer político, pois, não é nada razoável para um prefeito posicionar-se contra aquilo que traz dignidade e honradez ao ser humano que é um emprego sólido e seguro.

Veja Também