Polícia localiza cemitério a céu aberto de gado

Polícia localiza cemitério a céu aberto de gado Fonte da Foto: divulgação / Polícia Civil

Uma extensa área com diversas carcaças de gado bovino abatido clandestinamente, em desconformidade com regras sanitárias, foi descoberta em uma fazenda em Paranapanema, na última terça-feira, dia 14, durante uma ação conjunta de integrantes da Polícia Civil e Militar e da Vigilância Sanitária do município.

A presença da Polícia na propriedade rural teve início durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça no contexto de uma investigação de abate e comercialização irregular de carne bovina. O proprietário de um açougue localizado no município é o alvo da denúncia.

Os agentes estiveram no estabelecimento do investigado. Condições de higiene e documentos fiscais referentes ao comércio foram verificados e, em princípio, nada de ilegal foi constatado. Porém, com a presença do suspeito, se dirigiram até à fazenda de propriedade dele, onde foi dada continuidade às diligências.

De acordo com o boletim de ocorrência, na chegada ao local a equipe se deparou com algumas cabeças de gado em confinamento. Nas proximidades, porém, foi encontrado um ponto com algumas ossadas de bovinos, entre elas crânios com sinais de lesão, indicando o primeiro sinal de irregularidade. 

Outros dois pontos menores de depósito de ossos de animais foram localizados logo depois e, na sequência, uma estrutura que era utilizada como abatedouro, com sinais de ter sido recentemente desmontada. Havia, contudo, sinais claros de sua utilização para o abate de gado em desobediência às normas regulamentares.

O que a Polícia classificou como “cemitério a céu aberto de animais abatidos” foi descoberto na sequência, em uma área contígua a uma mata. Localizou-se uma vasta quantidade de carcaças de gado bovino, e mais uma vez crânios com afundamento. Também havia urubus no local e odor característico de carne em decomposição.

O delegado de polícia titular de Paranapanema, Paulo Sérgio Garcia, requisitou a presença de uma equipe do Instituto de Criminalística e da Cetesb para comprovação dos danos ambientais. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os crimes de infração de medida sanitária preventiva, causar poluição e entregar mercadoria em condições impróprias ao consumo.

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