Prefeito ainda não aprendeu que não se governa sem Câmara

Prefeito ainda não aprendeu que não se governa sem Câmara Fonte da Foto: Divulgação

Os vereadores Sergio Luiz Fernandes, Adalgisa Lopes Ward, Flávio Eduardo Zandoná, Antonio Angelo CicirelliMarialva Araujo de Souza Biazon, Ernesto Ferreira de Albuquerque, Francisco Barreto de Monte Neto (grupo dos 7) têm sempre  mostrado uma postura correta e honesta, o que não é bem visto pela base que defende o prefeito Jô Silvestre, que não esperava que esses vereadores teriam um comportamento voltado  para realmente defender os direitos dos trabalhadores e de fiscalizar as ações tão visíveis de Jô Silvestre.

No caso da criação de um novo nível salarial na Prefeitura, para dar um aumento de quase 60% aos médicos deixando os quase 3 mil funcionários sem aumento por dois anos consecutivos, houve reação e que teve repercussão, comprovando que os secretários do prefeito continuam  falhando, explicação muito coerente na noite de segunda-feira por parte do vereador Toninho da Lorsa.

É necessário que nossos leitores fiquem por dentro de tudo que acontece; em primeiro lugar foi prometido pelo Secretário da Saúde, Roslindo Machado e pelo Secretário da Administração Ronaldo Guardiano, ao presidente da Câmara Toninho da Lorsa que o projeto de aumento apenas aos médicos seria retirado e um novo seria apresentado, com uma proposta de aumento para todo o funcionalismo, tudo isso trata-se de uma verdade que não foi levada a sério pelos secretários de Jô Silvestre.

Revela uma fonte que, em uma reunião, o líder do Sindicato mostrou ao Secretário da Administração que a folha de pagamento tem crescido, sem que se tenha dado aumento salarial, fato que no momento ele não soube explicar. O secretário provavelmente não observou que esse aumento da folha significa que pessoas continuam sendo privilegiadas, informações que já foram por diversas vezes reclamadas pelo Sindicato e levadas a público pela imprensa de Avaré.

É um fato que não dá para deixar de lado, pois deveria haver um corte drástico nas gratificações e nas horas extras pagas e não trabalhadas, para, pelo menos, assegurar um patamar razoável no limite prudencial, mas, pelo que se observa, o prefeito se recusa a retirar privilégios dos seus protegidos e que não são poucos e ainda tenta empurrar para a Câmara de Vereadores uma situação que não pode ser permitida, pois supostamente a ideia é jogar para a Câmara uma responsabilidade que não é dela, mas sim do prefeito, pois o legislativo é um órgão fiscalizador e como tal tem que exercer o seu papel.

O Grupo em Defesa de Avaré (os 7 vereadores) se posicionou contra tal lei, explicando que o funcionalismo todo merece ao menos o reajuste constitucional. Na realidade, o pedido de exoneração dos médicos foi motivado pelo horário de trabalho e não pelo salário. O Presidente da Câmara pediu vistas no projeto e vai convocar os funcionários, o Sindicato, o Secretário da Saúde, o secretário da Administração e os médicos para um amplo debate sobre o tema.

Não só o prefeito, mas também seus assessores diretos são sabedores que não se pode gratificar uma classe de trabalhadores em detrimento de inúmeras outras, quando é de conhecimento público que na Saúde temos diversas classes profissionais. Temos também a limpeza pública, os trabalhadores da Educação e todo um universo de profissionais. Todos são importantes no funcionamento da máquina chamada Prefeitura. Se uma dessas classes fizer greve, o município vai sentir. Então não tem essa de uma classe ser mais importante que outra. A junção de todos é que faz o município funcionar.  A votação para o adiamento foi de 9 a 4, votando favorável ao prefeito os vereadores Roberto Araújo, Jairinho do Paneiras, César Morelli e Estati.

 

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