Racismo também marca a polêmica na fatídica sessão da Câmara

Racismo também marca a polêmica na fatídica sessão da Câmara Fonte da Foto: divulgação

A histórica sessão que visava apurar a quebra de decoro por parte do prefeito Jô Silvestre, ocorrida no último dia 08, teve, dentre tantas outras polêmicas, talvez uma das mais graves em relação a uma das vereadoras do município.

A vereadora Marialva Biazon ao pedir a palavra para fazer jus aos seus 15 minutos permitidos por lei para falar aos presentes, ouvintes e espectadores da sessão legislativa sobre o seu posicionamento e o da Comissão Processante, da qual foi membro, teria sido chamada de negra por um dos presentes.

Marialva estava no início da sua fala sobre o processo, quando interrompeu o raciocínio para solicitar ao presidente Barreto as imagens das câmeras do circuito de segurança, bem como do áudio da sessão, pois, disse ter ouvido, vindo da assistência, a palavra negra, sendo-lhe dirigida.

O presidente do Legislativo prontamente atendeu à solicitação, deixando claro aos presentes que, caso seja comprovada a ofensa, trata-se de crime de racismo, o que é inadmissível em qualquer situação.

O crime de racismo é previsto no artigo 5º da  Constituição Federal em seu inciso XLII e, segundo o texto constitucional, é inafiançável e imprescritível, o que colocaria, caso venha a ser confirmada a ofensa, em maus lençóis a pessoa que a proferiu contra a vereadora.

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