Vereadores policiais votam contra projeto anticorrupção

Vereadores policiais votam contra projeto anticorrupção Fonte da Foto: Wilson Ogunhê

Projeto de lei de autoria do vereador Sergio Fernandes, considerado de grande importância para o legislativo e para o executivo, foi discutido na última segunda-feira e colocado em votação pela mesa, depois de ter passado pelos trâmites legais da Câmara.

Trata-se de um projeto de lei anticorrupção, no sentido de punir qualquer ilicitude ou ato de corrupção nos contratos administrativos vinculados à Prefeitura de Avaré e à Câmara de Vereadores, visando conscientizar os envolvidos em assinaturas de contratos de que devem agir na forma da lei, contrariando qualquer situação corruptiva, através de uma importante cláusula anticorrupção.

Esse projeto já havia passado pela Câmara por unanimidade, sem levantar qualquer problema, sendo apreciado pelos vereadores que votaram tranquilamente. O caso é que o prefeito Jô Silvestre, não gostando muito desse projeto de lei, veio a vetá-lo, voltando o projeto para a Câmara para nova discussão.

O vereador César Morelli, como vice-presidente da Comissão de Constituição Justiça e Redação acompanhou o parecer dos demais e, após correções sugeridas, opinou pela regular tramitação desse projeto de lei anticorrupção, devendo ter seu mérito submetido à apreciação do Plenário.

Quando o documento voltou, a surpresa foi que os vereadores César Morelli, Roberto Araújo e Carlos Alberto Estati votaram contrários, lembrando que os dois primeiros, o parlamentar César Augusto Morelli um Coronel da Polícia e Roberto Araújo um dos mais competentes policiais civis de Avaré, que cumpriram importante tarefa no combate à corrupção e ainda defendendo a população, simplesmente votaram contra. Quanto ao voto de Estati compreende-se que foi voto político.

O Jornal do Ogunhê tentou ouvir os dois vereadores pelo fato de ambos serem policiais aposentados, que cumpriram com dignidade o papel de defensores da lei, para saber de seus posicionamentos, mas não foi possível. Por outro lado, o que mais demonstra suposta posição política nessa discussão é que o vereador César Morelli, que é Coronel, deu parecer favorável na Comissão de que faz parte, mas, no plenário, votou favorável ao veto do prefeito.

Não precisa ser nenhum professor ou cientista político para entender que tudo isso, com toda a certeza, tenha sido manobra do prefeito Jô Silvestre, já que, depois do veto, três vereadores da base do governo votaram contra. Nessas condições, talvez decisões supostamente políticas tenham, teoricamente, envolvido os dois policiais que deveriam colocar em primeiro lugar seu posicionamento profissional, deixando o posicionamento político para outra oportunidade.

Entretanto, mesmo com essas atitudes apresentadas pelos vereadores policiais, o projeto acabou por ser aprovado, derrubando o veto do prefeito Jô Silvestre por 10 votos a 3, contando, ainda, com os votos de Jairinho do Paineiras, Alessandro Rios e Ivan da Comitiva contra o veto do prefeito.

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